Um homem uzbeque foi detido nesta quarta-feira, 18, e confessou ter plantado e detonado a bomba que matou Igor Kirillov, general e chefe das Tropas de Proteção Nuclear, Biológica e Química da Rússia, em Moscou. De acordo com o Comitê Investigativo da Rússia, ele afirmou que foi recrutado pelo serviço de inteligência SBU da Ucrânia.
O atentado ocorreu na terça-feira, 17, do lado de fora do apartamento de Kirillov. Ele e seu assistente foram mortos após a bomba escondida em uma scooter elétrica explodir. O chefe é o oficial militar russo mais graduado a ser assassinado no país pela Ucrânia.
Ao Comitê, o homem não identificado informou que foi até Moscou para realizar uma tarefa para a SBU, que assumiu a responsabilidade pelo crime depois da Ucrânia ter acusado o militar de ser responsável pelo uso de armas químicas contra as tropas ucranianas. Essa é um fato que Moscou nega.
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As imagens veiculadas pela agência de notícias Baza mostram o suspeito sentado em uma van descrevendo as ações. Com um casaco de inverno, ele diz que tinha ido a Moscou sob comando da SBU, comprou a scooter e recebeu um explosivo improvisado.
Então, ele detalha a colocação do dispositivo no veículo e o estacionamento ao lado do bloco de apartamentos onde Kirillov morava. Os investigadores apontam que o suspeito afirma ainda que instalou uma câmera em um carro alugado, que segundo o Comitê, foi visto na cidade ucraniana Dnipro por pessoas que participaram do plano de assassinato.
O suspeito também diz no vídeo que detonou o explosivo remotamente quando militar deixou o prédio. Ainda segundo ele, a Ucrânia teria lhe oferecido US$ 100 mil e residência em um país europeu.
O serviço de investigação russo identificou outras pessoas envolvidas no caso, mas o jornal Kommersant divulgou que outro suspeito havia sido detido, no entanto, a Reuters não conseguiu confirmar.
O assassinato será abordado em sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas em 20 de dezembro, de acordo com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. Ela ainda disse que todos os envolvidos no crime serão encontrados e punidos.
"Vemos que o regime de Kiev assumiu a responsabilidade mais uma vez por um novo ataque terrorista. Todos esses perdedores da SBU e o regime louco de Kiev são ferramentas gerenciadas pelos anglo-saxões", disse ao fazer referência a um termo que a Rússia usa para descrever os Estados Unidos e o Reino Unido.Zakharova também disse que Moscou não está intimidada. "Eles são os principais beneficiários do terrorismo de Kiev”, declarou.
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O Departamento de Estado dos EUA declarou na última terça que Washington não tinha nenhuma conexão com o atentado ou qualquer conhecimento prévio dele. Já um porta-voz do primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou que o militar "propagou uma invasão ilegal e impôs sofrimento e morte ao povo ucraniano".
Fonte:Terra