O acordo - negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado - visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia sejam exportados com segurança
Um acordo que permitiu a exportação segura de grãos da Ucrânia para o Mar Negro no ano passado deve expirar na terça-feira (18).
O pacto - negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado - visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia fossem exportados com segurança. Sob o acordo, o último navio deixou a Ucrânia no domingo.
A invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços globais dos grãos disparassem. O país e a Rússia estão entre os maiores exportadores de commodities do mundo.
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Os russos ameaçaram sair do pacto porque disse que suas demandas para melhorar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. A Rússia também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres.
As Nações Unidas argumentaram que o acordo beneficiou esses estados, ajudando a reduzir os preços de alimentos em mais de 20% globalmente. Quase 33 milhões de toneladas métricas de milho, trigo e outros grãos foram exportados pela Ucrânia sob o acordo.
CONTRA O ACORDO
A Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e as Nações Unidas de que é contra a extensão do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, informou a agência de notícias RIA nesta segunda-feira, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou a repórteres que os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje.
Ele disse que a decisão de não renovar o acordo não está relacionada a um ataque noturno na ponte entre a Rússia e a Crimeia, que ele chamou de "ato terrorista" e culpou a Ucrânia.
Os militares ucranianos sugeriram que o ataque poderia ser algum tipo de provocação da própria Rússia, mas a mídia ucraniana citou fontes não identificadas dizendo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estava por trás do incidente.
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"Assim que a parte russa dos acordos for cumprida, o lado russo retornará à implementação deste acordo, imediatamente", acrescentou Peskov.
Fonte: G1