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Sai Benzema, entra El Shahat: os perigos do Al Ahly, rival do Fluminense no Mundial de Clubes
Foto: Reprodução

Potencia continental, time egípcio é o segundo clube que mais participou da competição na história

A grande expectativa da definição das semifinais do Mundial de Clubes, nesta sexta-feira, era saber se haveria um possível confronto entre o Fluminense e o Al-Ittihad de Karim Benzema e Kanté. Mas faltou combinar com um participante histórico da competição. O Al-Ahly, do Egito, passou por cima do time saudita, venceu por 3 a 1 e garantiu a vaga em sua quinta semifinal.

 

É a nona participação do clube egípcio, 11 vezes campeão africano e 43 vezes campeão nacional, no atual formato do Mundial — segundo clube que mais participou, atrás das 11 do Auckland City. Antes da competição, o objetivo era claro: chegar à decisão pela primeira vez.


— Podemos surpreender em um campeonato como esse, especialmente com poucas partidas. Em duas partidas, é possível chegar à final, ser campeão ou vice. É uma vantagem para nós — opinou o meia Amr El-Solia em entrevista à Fifa. Ele esteve em campo nesta quarta, substituindo Ashour, autor do terceiro gol.

 

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O Al Ahly é uma equipe acostumada a enfrentar times brasileiros na competição. Chegou a vencer o Palmeiras, nos pênaltis, na disputa do terceiro lugar da edição 2020. Além de dar muito trabalho para o próprio alviverde na semifinal da edição seguinte, bem como contra Corinthians (2012), também na semi, e Flamengo (2022, disputado ainda este ano), na briga pela terceira colocação. A ponto do então técnico, Pitso Mosimane, questionar a entrada de times brasileiros diretamente na semifinal, na edição 2021.


— Quantas vezes os africanos têm de se provar? Qual o critério, por que o Palmeiras joga a semifinal? Ano passado nós vencemos. Qual a diferença? Não é o momento dos africanos jogarem a semifinal? — criticou, na época.

 

Em fevereiro, o Flamengo enfrentou uma versão mais próxima da atual do time egípcio. Dos jogadores que iniciaram a partida desta sexta, contra o Al-Ittihad, cinco também foram titulares contra o rubro-negro. O técnico já era o suíço Marcelo Koller, de 63 anos, com passagens pelo futebol alemão e pela seleção da Áustria.


Koller foi o quarto técnico a comandar o clube em 2022, ano de instabilidade. Colocou ordem na casa e já foi campeão egípcio e da Champions Africana — o que levou a equipe ao Mundial. Por lá, instituiu uma equipe fortíssima defensivamente, que sofreu apenas 13 gols em 34 jogos na última Egyptian Premier League, a liga nacional. Na Champions, despachou Raja Casablanca (Marrocos), Espérance (Tunísa) e Wydad (Marrocos) no mata-mata, todos times com experiência no Mundial.

 

Naquela edição da liga, um dos destaques foi o lateral-esquerdo tunisiano Ali Maâloul, autor do primeiro gol, de pênalti, nesta sexta-feira, e de oito no nacional. É um nome a ficar de olho, especialmente em um momento em que o tricolor ainda tem dúvidas sobre quem inicia como titular, Samuel Xavier (voltando de lesão) ou Guga.


Outros atletas importantes são os atacantes Hussein El Shahat e Percy Tau. Experiente, El Shahat, de 31 anos, marcou quatro vezes na atual edição da Champions da África. Nesta quarta, incomodou muito a defesa do Al-Ittihad e fez o segundo do time egípcio. Tau, sul-africano de 29 anos com passagem pelo Brighton (Inglaterra) e pelos belgas Anderlecht e Brugge, é o atual artilheiro do time de Koller na edição 2023/24 da liga nacional, com quatro gols em cinco jogos.

 

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Além do perigo ofensivo, que terá atenção especial do Fluminense por conta dos contra-ataques, quando o time brasileiro costuma se expor mais, os dois pontas são importantíssimos no comportamento defensivo da equipe. O Al-Ahly se defende com ideias da contrapressão moderna, ou seja, depende do fôlego de seus atletas de frente e de meio para tentar recuperar a bola assim que a perde. 

 

Fonte: O Globo

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