O coronel Luiz Henrique Marinho Pires, secretário de Estado de Polícia Militar em 24/05/2022
O secretário de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, afirmou ao GLOBO nesta sexta-feira que está "encerrando o ciclo" no comando da corporação e acertou com o governador Cláudio Castro detalhes de sua saída do cargo. A decisão ocorreu três dias após um ofício ser enviado a Castro pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Santos, pedindo a troca no comando da Polícia Militar.
— Sempre tivemos respeito um pelo o outro, um carinho muito grande um pelo o outro e o ciclo foi encerrado — disse o coronel, após se reunir com Castro na manhã desta sexta-feira no Palácio Guanabara.
No documento, o secretário Victor Santos solicita a exoneração de Pires do cargo de secretário da PM e a nomeação, em seu lugar, do coronel Ranulfo Souza Brandão Filho, comandante do Comando de Operações Especiais da PM desde 2015. No entanto, segundo fontes do governo ouvidas pelo GLOBO, mesmo com a indicação de Brandão, outros nomes são cogitados a assumir o cargo por Castro.
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Procurados, a secretaria de Governo do Estado do Rio e a de Polícia Militar ainda não compartilharam um pronunciamento a respeito da troca.
O atual secretário de Segurança Pública, Vitor Santos, também não se manifestou.
A exoneração do coronel Pires deve sair nos próximos dias. Até lá, o secretário permanece no comando da corporação até que um sucessor seja definido. Nos bastidores da Polícia Militar há rumores de que a indicação do coronel Ranulfo, comandante de Operações Especiais, pelo secretário Vitor Santos, causou desconforto no Palácio, uma vez que o indicado é pouco íntimo do governador Cláudio Castro, que não estaria tão entusiasmado com a nomeação de Brandão para o comando da secretaria.
Segundo fontes do governo ouvidas pelo GLOBO, o pedido de exoneração do coronel Luiz Henrique Pires surpreendeu Cláudio Castro.
PROMOÇÕES À VISTA
A mudança na gestão da PM, portanto, seria um desejo antigo de Santos e seus aliados na Assembleia Legislativa (Alerj), que assumiu a secretaria de Segurança Pública em novembro do ano passado. Naquela época, ele ainda não tinha poder de nomeação dos secretários das Polícias Civil e Militar, fato que só aconteceu no último dia 14 de março, com o Decreto 49.001.
Com ele, o secretário de Segurança Pública ganhou mais autonomia, podendo, segundo o Artigo 9º, fazer nomeações para os cargos secretariados, e pedir a "exoneração de qualquer dos cargos" desde que indique um nome para a substituição. No entanto, a decisão final continua sendo do governador.
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Outro motivo que levou o secretário de Segurança, Victor Santos, a apressar o pedido de exoneração seria a tradicional promoção dos oficiais, principal agenda da Polícia Militar, marcada para o próximo dia 21 de abril. A mudança no comando coloca em jogo 18 vagas para coronel (o mais alto posto da polícia), 26 vagas para tenente-coronel (17 por merecimento, e 9 por antiguidade) e 30 vagas para major — sendo 15 por merecimento e 15 por antiguidade.
Fonte: Extra