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Seneme concorda com anulação de gol de Paulinho em Palmeiras x Vasco: Tira sob pressão
Foto: Reprodução

Chefe de arbitragem da CBF analisa que bola afastada por Richard Ríos não originou uma nova jogada, e estava sendo influenciada pelo impedimento inicial de Vegetti

A CBF divulgou nesta terça-feira a análise de lances da arbitragem na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a participação de Wilson Seneme, chefe da comissão de arbitragem, e os árbitros Péricles Bassols e Guilliano Bozzano, no canal do YouTube da entidade, uma das polêmicas abordadas foi a anulação do gol de Paulinho, do Vasco, na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras. O trio concordou com a decisão dos árbitros da partida, que não validaram o gol em função de um impedimento de Vegetti na origem.


— Podemos observar dois aspectos: o primeiro é a situação de linha de impedimento, que, desde o primeiro cruzamento, o atacante (Vegetti) tem uma parte do pé a frente do defensor. Apesar de ser uma jogada fina, caracteriza impedimento, porque ele participa, tocando a bola — apontou Seneme.


O chefe da arbitragem citou a não-finalização da APP (fase ofensiva) na jogada. Portanto, para ele, o lance ainda estaria sendo influenciado pelo cruzamento original, quando o pé de Vegetti foi flagrado pelo VAR em posição irregular.

 

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— Ponto um: a gente tem a participação efetiva do jogador, em impedimento, quando ele joga a bola com a cabeça. Ele tem uma parte do pé impedido — disse Seneme. — Ponto dois: a "salvada" de um jogador, que não caracteriza a posse de bola da defesa. A bola volta para o jogador que cabeceou. Ele tenta cruzar, a bola vai para o defensor (Richard Ríos), que quer afastar a bola. Ele está sob pressão ou não? — questionou.

 

Bassols entrou concordando que a bola afastada por Richard Ríos, que sobrou para o chute de Paulinho, tinha uma condição pressionada:

 

— Dentro da área dele, com perigo de gol. Ele vai vai se sentir pressionado por esse desenho tático da equipe atacante e ele vai afastar. Tira sob pressão — disse Bassols. — Tudo em função de um primeiro impedimento. Aqui, o time de verde (Palmeiras) não criou uma nova fase de ataque. Ele só rechaçou a bola de um perigo iminente, que é a fase de ataque da equipe de branco (Vasco) — continou.

 

— A bola tem que sair não só da área, como também dos arredores da área — afirmou Bozzano, falando que só seria originada uma nova fase de ataque se esta bola fosse para mais longe ou sobrasse para um jogador do Palmeiras, com controle.

 

— Se essa bola fosse para o meio campo ou para uma lateral muito afastada, eles poderiam se reorganizar. Coisa que eles não tiveram tempo de fazer — adicionou Seneme.

 

Logo após a partida, o Vasco levou a público sua revolta com a anulação do lance. Citando se sentir prejudicado mais uma vez pela arbitragem nesta edição do Brasileirão, prometeu apresentar reclamação formal à CBF.

 

Confira nota do Vasco na íntegra:


"O Vasco da Gama contesta a interferência do VAR e a anulação do gol legítimo do Paulinho, na partida deste domingo (27/08), diante do Palmeiras. O equívoco da arbitragem influenciou diretamente no andamento do jogo e, consequentemente, em seu resultado.

 

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Novamente, já que não é a primeira vez que isso acontece no Campeonato Brasileiro, o clube irá apresentar uma formal reclamação à Confederação Brasileira de Futebol." 

 

Fonte: O Globo

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