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Sertanejos e cantores gospels faturam alto com shows pagos pela Prefeitura de Lábrea no interior do Amazonas; até o final do ano estão previstas mais três edições da polêmica 'Marcha Para Jesus' financiada com dinheiro público
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

Populares se esbaldam em mais uma edição da polêmica Marcha Para Jesus

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - No sábado (9/09), foi a vez de ao menos dois cantores evangélicos e bandas faturarem alto com suas apresentações, mais desta vez sob a justificativa de cumprimento de mais edições das polêmicas “Marchas Para Jesus "puxadas por igrejas neopentecostais da cidade e interior do município de Lábrea.

 

Além de ocupar papel de destaque em 100% das campanhas eleitorais, as “Marchas para Jesus”, patrocinadas pela Prefeitura e políticos de ocasião (principalmente a pré-candidatos a prefeito e parlamentares evangélicos já eleitos), esses eventos momentâneos e repetitivos, tem servido para “turbinar, também, cachês de Djs e bandas evangélicas pouco famosas, e antes, consideradas mundanas”, diz religiosa ultraconservadora da cidade amazonense.

 

Ela lembra que nos governos Gean Barros (MDB), “nunca o dinheiro público, teria sido investido diretamente na melhoria dos índices da educação, saúde e na infraestrutura da cidade”. E que, agora, “passou a ser disputado por Djs, bandas e cantores sertanejos e evangélicos, com prejuízos a bandas locais”.

 

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No dia 9 de setembro, a cidade de Lábrea, em apenas seis dias do fiasco que teria sido a “31ª Edição do Festival de Praia 2023” com o cancelamento do show de Wesley Safadão, retomou a gastança do dinheiro público. Desta feita, com cantores evangélicos e bandas.

 

O dinheiro pago dos cachês, segundo opinião geral colhida entre dirigentes da Associação dos Professores Municipais de Lábrea (APML), deveria ser destinado à educação, cultura, obras e a recuperação do Fundo Municipal da Previdência dos servidores municipais. O rombo, de acordo com dados divulgados, “ultrapassaria os R$ 36,5 milhões” - incluso o saque, de uma só vez, de cerca de R$ 12 milhões atribuído ao prefeito Gean Campos Barros”.

 

Por conta dos gastos em eventos artísticos, festivais de praia, Marcha Para Jesus e outras modalidades de época, “falta merenda nas escolas urbanas e rurais”, apontam professores fora do arco de proteção dada pelo secretário de Educação e Cultura, Jesus Batista, àqueles que se calariam e não recebem o rateio do Fundeb”.

 

As apresentações dos cantores e bandas que participaram no sábado (9/09) de mais uma edição da polêmica Marcha Para Jesus teriam custado aos bolsos dos contribuintes labrenses à bagatela de até R$ 160 mil. Essa informação não foi confirmada pela organização do evento. Por sua vez, o cantor gospel, Davi Sacer e banda, teria recebido entre R$ 80 a R$ 100 mil reais.

 

Foto: Divulgação

 

Afora os cachês dos artistas considerados milionários, em opinião de artistas labrenses, os setores da Educação e Cultura foram acusados de distribuir “cotas” de combustíveis para encherem os tanques dos veículos de fiéis e pastores. Além de conhecidos motoqueiros (principalmente dos que já constariam de uma suposta lista de mobilizadores de campanhas eleitorais).

 

“Os acertos da Prefeitura, feitos nesse sentido, em caráter supostamente particular entre a Semed e Semuc, viraram meio de vida entre religiosos de igrejas escolhidas a dedos, cabos eleitorais e dirigentes sem a menor a cerimônia”, aponta obreira ultraconservadora sob segredo da identidade.

 

E desabafa: “Nossa Igreja é pequena, se vista por aquelas que a tudo fecham os olhos para o que de mal à sociedade fazem políticos e aqueles que juraram obediência ao Senhor, até a chegada do Filho do Homem”.

 

Ela aponta ainda, que igreja não aceita prosperidade financeira falsa e a busca intensa por acúmulo de bens materiais enquanto o povo passa fome e os alunos não tem merenda nas escolas”.

 

Na condição de professora e vocalista anônima, ela diz que: “não vejo por que a Promotoria Pública não se manifesta e fecha a torneira do dinheiro público em nosso município. Inclusive para financiar festas da orgia e eventos já considerados desnecessários enquanto o povo labrense padece”.

 

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O “PORTAL DO ZACARIAS" informado sobre valores dos cachês pagos aos artistas, tentou falar com a assessoria dos cantores (pelos canais dos hotéis) e com o secretário, Jesus Batista de Souza. Mas até o fechamento desta edição, “não houve retorno”. Enquanto isso, o espaço continua aberto para que cantores e o titular da Semed e Semuc, Jesus Batista, se manifestem.

 

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