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Shein já fatura mais de R$ 10 bilhões por ano no Brasil, diz BTG, mas a Temu vem aí
Foto: Reprodução

Mesmo com o vai e vem do chamado “imposto da blusinha”, a Shein conseguiu crescer mais de 40% no Brasil em 2023, estima o BTG Pactual. O banco calcula que seu faturamento superou R$ 10 bilhões, contra R$ 7 bilhões em 2022, de acordo com relatório assinado por seus analistas do setor de varejo.

 

A cifra já é próxima do faturamento da Renner em 2023 — estimado em R$ 11,7 bilhões pelo BTG Pactual — e muito além do registrado por C&A (R$ 6,6 bilhões projetados), Soma (dono de Farm e Animale, com R$ 5,4 bilhões) e Arezzo (R$ 4,8 bilhões).

 

O relatório destacou que a chinesa vem tirando vantagem de atributos como seu acelerado “speed-to-market” (rapidez com que os produtos são lançados, por meio de fabricação sob demanda), uma estratégia agressiva nas redes sociais “ao posicionar-se como a marca preferida da geração Z (…), mantendo uma forte presença em plataformas como o TikTok”, além de preços baixos “alcançados ao explorar brechas fiscais para manter uma precificação competitiva.”

 

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Isso tudo a despeito de os preços da Shein no Brasil serem um dos maiores do mundo, de acordo com o estudo: “Apesar dos preços competitivos da Shein no mercado local, nossa pesquisa (utilizando uma cesta de oito produtos em 15 países) mostra que seus produtos são 70% mais caros no Brasil do que nos Estados Unidos (219%, quando ajustados por paridade de poder de compra, tornando-o um dos mercados globais mais caros para a Shein.)

 

A cesta de compras no Brasil ficou mais cara desde nossas últimas pesquisas em abril e outubro.” Só que a chinesa ainda é consideravelmente mais barata que suas competidoras locais: 28% mais em conta que a Renner, 31% abaixo dos preços de Riachuelo e 33% mais barata que a C&A brasileira, de acordo com o relatório, que comparou uma cesta de oito produtos.

 

“As recentes iniciativas da Shein para expandir sua produção local devem diversificar sua oferta (…). No entanto, combinada com um potencial aumento na tributação, isso significa que a Shein competirá em condições semelhantes (ou pelo menos mais próximas) às dos varejistas locais e enfrentará desafios semelhantes ao expandir a capacidade de produção local (…)”, ponderam os analistas.

 

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O BTG Pactual também alertou para a iminente entrada no Brasil, nos próximos trimestres, da Temu — a também chinesa cujos preços baixíssimos desbancaram a Shein nas preferências dos consumidores americanos. 

 

Fonte:O Globo

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