Simone Denarium fiscalizará as contas do governo local, comandado pelo marido; salário é de R$ 35 mil
Simone recebeu 17 dos 24 votos na Assembleia Legislativa. A votação foi secreta, por meio de cédulas de papel.
Ela concorria com Jorge Everton Barreto Guimarães, que recebeu quatro votos; Regys Odlare de Lima Freitas, que teve três votos, e Maria da Glória de Souza Lima. Os candidatos já haviam passado por sabatinas antes da votação.
O salário do cargo vitalício é de R$ 35 mil, com possibilidade de imóvel funcional.
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Pedidos para anular a candidatura dela foram protocolados nos Ministérios Públicos estadual e federal, além de na própria Assembleia. Nenhum foi acatado.
O MP-RR (Ministério Público de Roraima) se manifestou contrário ao pleito porque Simone já havia atuado de forma irregular enquanto funcionária pública. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Simone era sócia-administradora de duas empresas ao mesmo tempo em que exercia a tarefa de secretária estadual, o que é proibido.
"A gente precisa ter representatividade feminina em um local de decisão. Eu tenho certeza de que, com a minha capacidade e o currículo que apresentei, tudo isso foi levado em consideração por todos", disse Simone após a eleição.
Ela prometeu contribuir com políticas sociais, especialmente as focadas nas pessoas com deficiência. O episódio se soma a outros casos recentes de indicação de familiares ligados a políticos nos estados.
No último dia 16, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou o advogado Eduardo Porto como novo conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Ele vai substituir o próprio pai, o conselheiro aposentado Carlos Porto.
A candidatura foi articulada pelo presidente da Assembleia, Álvaro Porto (PSDB), que é tio do futuro conselheiro e irmão de Carlos Porto.
Na Bahia, a esposa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), a enfermeira Aline Peixoto, foi aprovada em março para o Tribunal de Contas dos Municípios do estado.
Também em março, no Pará, a advogada Daniela Barbalho, esposa do governador Helder Barbalho (MDB), foi aprovada para o TCE. Em Alagoas, a administradora Renata Calheiros, esposa do ex-governador e ministro dos Transportes Renan Filho, também foi indicada para o Tribunal de Contas em dezembro.
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Os ministros do governo Lula (PT) Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Waldez Góes (Integração Nacional), ambos ex-governadores, emplacaram também suas esposas nos tribunais de contas do Piauí e do Amapá, respectivamente.
Fonte: Folha de São Paulo