Simone Tebet
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feira (30) que sua pasta implementará a revisão e controle dos gastos públicos, processo que ela acha necessário para não comprimir despesas livres dos ministérios dentro do arcabouço fiscal — a nova regra das contas públicas.
Em entrevista online aos jornais "O Globo" e "Valor Econômico", a ministra também disse que sua expectativa é de que o Banco Central comece a baixar os juros no segundo semestre deste ano pois, em sua visão, "todos os fatores macroeconômicos internos estão positivos". "Complementei dizendo que achava que a partir de agosto já temos condições [de baixar os juros]", acrescentou.
Simone Tebet citou as projeções da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, que apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% neste ano e de 2,3% em 2024, além de uma taxa de inflação abaixo de 6% em 2023 e de 4% no próximo ano.
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"Quando a gente fala de crescimento, fala de arrecadação, receita entrando independente de qualquer coisa. Mesma coisa inflação, continua em trajetória de desaceleração. saímos de 10%, dois a três anos atrás, esse ano é menos que 6% e 2024 não chega a 4%", disse a ministra.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acontece nos dias 20 e 21 de junho. Após essas datas, o encontro seguinte está marcado para os dias 1 e 2 de agosto.
Em pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, a projeção dos economistas dos bancos é de que a taxa Selic comece a cair, porém, somente na reunião seguinte, em 19 e 20 de setembro.
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O atual patamar da taxa de juros, em 13,75% ao ano, o maior em seis anos e meio, tem sido alvo constante de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que atenta para o seu efeito sobre o emprego no país.
Fonte: G1