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Site do governo lançado para lembrar o 8 de janeiro promove portal crítico à Lava-Jato
Foto: Reprodução

Em ferramenta lançada com a parceria do Ministério da Cultura para preservar a memória da democracia, há menções contrárias à prática de lawfare e à conduta do ex-juiz federal Sergio Moro

O portal Repositório Digital do Museu da Democracia, lançado pelo governo federal nesta segunda-feira para relembrar um ano dos ataques golpistas do 8 de Janeiro, promove conteúdo com críticas à Operação Lava-Jato. Na página, há uma descrição retirada de um dos sites mencionados, que descreve a força-tarefa como "grande escândalo internacional" por ter se evidenciado um "conluio" entre procuradores e magistrado.


A iniciativa, capitaneada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, se propõe a "preservar a memória da história da democracia", além de destacar a resistência contra atos golpistas ocorridos no 8 de Janeiro. No portal, eles afirmam que o propósito é de "ampliar o diálogo da iniciativa com as ações já em desenvolvimento no país, fundamentais para se compreender os desafios e questões mais sensíveis da democracia no Brasil".


Entre as iniciativas promovidas está o Museu da Lava-Jato, que reúne juristas, jornalistas e historiadores para "legitimar a memória popular sobre a operação". Ainda no site do próprio governo, a descrição se refere à força-tarefa como algo que se tornou "um grande escândalo internacional" diante de um "conluio" entre procuradores e magistrados.

 

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Em 2019, vieram à tona uma série de conversas, obtidas ilegalmente por hackers, entre integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e juízes responsáveis pelos casos da Lava-Jato — entre eles, o hoje senador Sergio Moro (União-PR) — em que discutiam decisões e detalhes dos processos. O episódio ficou conhecido como Vaza-Jato.

 

O Museu da Lava-Jato conta com importantes quadros do PT como integrantes do conselho curador, de acordo com informações do portal. Constam na lista, por exemplo, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro.

 

Procurado, o Ministério da Cultura ainda não se pronunciou.


No site, a iniciativa apresenta um histórico da Operação Lava-Jato pela interpretação dos integrantes e uma página dedicada a dar detalhes sobre a vigília feita por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto esteve preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Há ainda uma aba para a discussão sobre o conceito de lawfare.

 

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"Os delatores escolhidos pela “força tarefa” eram aqueles que se encontravam presos ou na iminência de serem presos, o que os tornava presas fáceis às investidas dos agentes da operação, fazendo com que sempre ratificassem irrestritamente quaisquer narrativas, ainda que não correspondessem à realidade, comprometendo a instrução real do processo e a busca pela verdade e pela justiça", afirmam, em texto disponível no portal.

 

Fonte: O Globo

 

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