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Sobrevivente de ataque ao Charlie Hebdo é encontrado morto em quarto de hotel
Foto: Reprodução

Procuradoria de Paris anuncia abertura de uma investigação para determinar a causa da morte Simon Fieschi

O francês Simon Fieschi, um dos sobreviventes do atentado ao semanário satírico Charlie Hebdo, em 2015, foi encontrado morto na última quinta-feira em um quarto de hotel em Paris.

 

Os envolvidos nos ataques, que marcaram o início de uma onda de extremismo jihadista na França, foram condenados a sentenças que variam entre 4 anos e prisão perpétua, acusados de fornecer apoio logístico aos autores, que mataram 17 pessoas, entre 7 e 9 de janeiro de 2015.

 

Neste sábado, a Procuradoria de Paris anunciou a abertura de uma investigação para determinar a causa da morte de Fieschi, que ficou gravemente ferido no ataque cometido por terroristas islâmicos.

 

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— Contrariamente ao que foi anunciado por alguns meios de comunicação, não há nenhum indício de um gesto voluntário neste estágio das investigações, e as causas da morte ainda são desconhecidas — disse a advogada de Fieschi, Nathalie Senyk, após rumores de que ele teria se suicidado.

 

Osemanário publicou no X uma nota sobre a morte do colega. "Estamos devastados pela morte de nosso amigo Simon Fieschi", começa o texto. "Gravemente ferido em 7 de janeiro de 2015, ele passou nove meses no hospital, onde lhe disseram que nunca mais poderia andar.

 

Isso era subestimar Simon. Engraçado, enérgico, incansável defensor da liberdade, ele se recusava a deixar que aqueles que tentaram destruí-lo vencessem. No julgamento dos atentados de janeiro de 2015, ele havia relatado, em particular, os impactos que as balas de Kalashnikov tiveram em seu corpo, lamentando não poder mais fazer o gesto do dedo do meio. Prometemos, Simon, continuaremos a fazê-lo por você".

 

O ataque foi perpetrado pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi que, armados com fuzis, invadiram a sede do local, após a publicação de uma série de caricaturas do profeta Maomé — no Islã, a retratação de Maomé e outros profetas é proibida, por ser considerada idolatria.

 

No total, 12 pessoas foram mortas na redação do Charlie, dentre elas o cartunista Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, editor-chefe do semanário. Os atacantes morreram, assim como Coulibaly, que matou um policial antes de invadir o supermercado judeu.

 

Após três meses e meio de um julgamento com grande cobertura da imprensa , a Justiça francesa considerou culpados todos os 14 envolvidos nos atentados. A maior pena foi para Mohamed Belhoucine, considerado mentor religioso do autor do ataque ao supermercado Hyper Cacher, Amédy Coulibaly, e condenado à prisão perpétua. Julgado à revelia, ele provavelmente foi morto na Síria após os ataques. Hayat Boumeddiene, namorada de Coulibaly e também julgada à revelia, foi condenada a 30 anos de prisão. Boumeddiene fugiu para a Síria pouco depois dos atentados.

 

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O franco-turco Ali Riza Polat, apresentado como o “braço direito” de Coulibaly, teve a mesma pena que Boumeddiene, mas estava presente no julgamento. Os promotores do departamento antiterrorista haviam pedido prisão perpétua para ele. O tribunal ainda decidiu encerrar a acusação contra Mehdi Belhoucine, dado como morto. 

 

Fonte: O Globo

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