Para os autores, os resultados reforçam a importância de desenvolver intervenções que minimizem esses riscos
A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade Estadual da Flórida, demonstrou que a solidão persiste como um fator de risco independente para doenças neurológicas, como Alzheimer e demência vascular, mesmo quando outros fatores, como depressão e isolamento social, são considerados. Para os autores, os resultados reforçam a importância de desenvolver intervenções que minimizem esses riscos.
Apesar de frequentemente confundidos, solidão e isolamento social são diferentes. Enquanto o isolamento social ocorre devido àfalta de uma rede de suporte, como familiares e amigos, a solidão é um sentimento que pode surgir mesmo em situações de convivência.
"A pessoa pode estar cercada por outros, mas se sentir só por não receber o suporte emocional necessário", explica a geriatra Thaís Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein.
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O impacto da solidão vai além das emoções. Segundo Thaís, a interação social estimula o cérebro, prevenindo comprometimentos cognitivos, que são comuns com a idade, mas normalmente leves e sem impacto na rotina. Quando essas dificuldades começam a interferir nas atividades diárias, como tomar remédios ou realizar tarefas básicas, o quadro pode evoluir para demência.
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Ainda segundo a Agência Einstein, a boa notícia é que a solidão é um fator de risco que pode ser modificado. Medidas preventivas, como uma dieta equilibrada, prática de exercícios físicos e interação social, são essenciais. Outras ações incluem evitar a exposição à poluição, prevenir a perda auditiva e combater o etarismo. "Precisamos de uma sociedade que valorize e inclua os idosos, garantindo suporte emocional e social para uma velhice saudável", conclui Thaís.
Fonte: O Globo