Jair Bolsonaro tenta tirar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, à frente da investigação sobre tentativa de golpe de Estado
O STF deve rejeitar o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para tirar o ministro Alexandre de Moraes à frente da investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado. Desde 2020, o Supremo vem negando recursos de bolsonaristas que alegam que Moraes é vítima dos supostos crimes investigados, o que o impediria de julgar o caso.
Na última quarta-feira (14/2), os advogados de Bolsonaro escreveram que Moraes tem “nítido interesse” pessoal no processo e aparece no “papel de vítima central” da investigação. A defesa também apontou que o inquérito cita planos arquitetados especificamente contra Moraes.
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Em 2020, dois presidentes do STF rejeitaram um pedido semelhante apresentado pela defesa da bolsonarista Sara Winter. As decisões foram assinadas por Dias Toffoli, em agosto daquele ano, e Luiz Fux, em dezembro. Na argumentação ao tribunal, a defesa de Winter citou seis vezes que Moraes era “vítima” do processo e, portanto, não poderia ser também o juiz. “Suposta vítima e algoz juiz”, segundo a militante.
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Dois anos depois, o STF manteve o ministro Edson Fachin no julgamento contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira, que havia atacado Fachin diretamente. Na ocasião, Fachin votou com os outros ministros para condenar Silveira a oito anos e nove meses de prisão. O parlamentar havia dito que já havia imaginado “várias e várias vezes” Fachin e outros ministros “na rua, levando uma surra”.
Fonte: Metrópoles