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STJD determina que John Textor, dono da SAF do Botafogo, entregue provas de suposta corrupção na arbitragem em até três dias
Foto: Reprodução

Inquérito para apurar denúncia do dono da SAF do Botafogo foi aberto pelo órgão

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) comunicou a instauração do inquérito para investigar a denúncia de corrupção na arbitragem brasileira feita por John Textor, dono da SAF do Botafogo. Com a abertura do processo, ficou determinado também que o americano tem três dias para apresentar as provas que alega ter.

 

Isso significa que Textor tem até a próxima quarta-feira para entregar os áudios que, segundo ele, expõem árbitros reclamando do não pagamento de propina para manipular partidas. Se não cumprir o prazo, o dono da SAF do Botafogo pode ser indiciado no artigo 223 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em "deixar de cumprir ou retardar o cumprimento de decisão".

 

Neste caso, a punição vai de multa até suspensão. Textor ficaria proibido de entrar nos estádios em que o Botafogo estiver atuando, além de frequentar o CT, de 90 a 360 dias. Já a multa seria de R$ 100 mil.

 

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"Em referência a solicitação de ABERTURA DE INQUÉRITO interposta pela PROCURADORIA DA JUSTIÇA DESPORTIVA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA DO FUTEBOL – STJD DEFIRO seu pedido de forma a intimar o Sr. John Textor, para que, no prazo de 3 (três) dias, entregue todos os documentos que alega possuir ter referente aos "juízes gravados reclamando de não terem propinas pagas", sob pena de aplicação do artigo 223 "caput" e seu parágrafo único do CBJD, ou seja, em caso de descumprimento, seja o Sr. John Textor suspenso automaticamente até que cumpra a decisão, além da suspensão por 90 a 360 dias, e na reincidência eliminação”, diz o despacho do presidente do STJD José Perdiz.

 

A fala em que Textor diz ter provas de corrupção na arbitragem brasileira foi dita após o jogo contra o RB Bragantino, na última quarta, no Nilton Santos. Ele prometeu que, "nos próximos 30 dias", os torcedores saberão "o que realmente aconteceu no Campeonato Brasileiro".

 

— Nos últimos jogos do ano passado, o ódio foi tão forte que foi muito difícil para nós assistirmos. Não pode ser assim. Não vamos ganhar campeonatos assim. E os fãs vão ficar sabendo, nos próximos 30 dias, o que realmente aconteceu no campeonato. Eles sabem o que eu sinto sobre isso, mas eu não vou divulgar isso na imprensa. É irresponsável. Os juízes na corte esportiva não deveriam estar fazendo piadas com ninguém sobre manipulações e erros — afirmou Textor, prosseguindo:

 

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— Alguém dizer que não há corrupção no Brasil, quando eu tenho juízes gravados reclamando de não terem suas propinas pagas... Talvez a CBF não devesse me processar. Eu não acusei o Ednaldo. Nunca disse nada sobre ele. Ele não é um corrupto. Ele é um homem que comanda uma organização que provavelmente precisa administrar melhor a corrupção externa. Porque é uma batalha contra fatores externos. É uma batalha que existe e está aqui. Houve manipulações e erros em 2021, 2022, 2023, e nós temos provas. 

 

Fonte: O Globo

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