NOTÍCIAS
Economia
Super semana econômica termina com saldo positivo
Foto: Reprodução

Governo, Câmara e governadores fizeram esforço concentrado para avançar em assuntos de peso, com destaque para a reforma tributária

Esta foi uma super semana para a economia brasileira, com um esforço concentrado em assuntos de peso, com destaque para a reforma tributária.

 

O presidente da Câmara, Arthur Lira, demonstrou muita sabedoria de colocar a reforma para votação antes de outros projetos, para evitar perder o quórum necessário para aprovar uma proposta de emenda à Constituição.

 

Lira deixou para hoje o esforço do marco fiscal, que é a última etapa da tramitação do novo arcabouço aprovado no Senado e que voltou à Câmara com modificações. Há ainda as alterações do Carf, que é a última instância administrativa para resolução de litígios tributários.

 

Veja também 

 

Diferença de preço da gasolina nos postos de São Paulo chega a 49%, diz Procon

 

Saiba quanto preço da gasolina vai baixar depois de anúncio de Lula

A ver se haverá o fôlego para a votação desses projetos, já que a negociação da reforma tributária, que terminou às 2h de hoje, consumiu muito esforço da Câmara nas tratativas com diferentes setores e governos estaduais e municipais.

 

De qualquer forma, foi uma semana econômica vitoriosa, com o simbolismo de aprovar uma reforma que tramitava há décadas.

 

O país tem uma longa história de fracasso na tentativa de fazer a transição do modelo atual para um muito mais moderno. É claro que essa será uma reforma que, para funcionar, terá um processo lento de implementação, mas esta semana é marcada por essa travessia.

 

Das outras pautas econômicas que podem ser votadas hoje, o novo marco fiscal é o tema de maior importância para o governo.

 

Será essencial a definição do período do indexador de inflação na hora de se construir o Orçamento, o que pode fazer muita diferença na hora de se calcular o quanto o governo vai poder gastar.

 

O texto aprovado na Câmara previa que se considere a inflação em 12 meses terminada em junho, o que significaria um espaço fiscal R$ 40 bilhões menor no ano que vem.

 
Uma solução que veio do Senado, apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues, seria uma espécie de contingecionamento de despesas já embutido dentro do Orçamento.

 

Seriam despesas condicionadas ao que realmente aconteceu com a inflação de todo o ano, e não 12 meses encerrados em junho, e é uma solução melhor do que a votada na Câmara.

 

Entre outros pontos que fizeram esta uma semana altamente favorável para a economia foram a confirmação de uma expectativa de inflação menor para este ano e os próximos e aprovação de dois novos diretores para o Banco Central.

 

Se encerra um semestre muito positivo para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que conseguiu fazer muita coisa no período entre janeiro e junho.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.