Ela alegou ter levado o veículo para a oficina; automóvel foi encontrado em Cabo Frio, posse de um homem preso por receptação
No último dia 18, data em que laudo de necropsia aponta que o empresário Luiz Marcelo Ormond já estava morto em seu apartamento no Engenho Novo, Júlia Andrade Cathermol Pimenta bateu o carro do namorado numa pilastra da garagem do prédio. Alegando que aquele era um "veículo grande" e que a "garagem é apertada", ela pediu ainda socorro ao porteiro, que assumiu a direção do veículo e o colocou na rua.
Ela aparentava "estar nervosa" segundo os funcionários do prédio. Ao retornar da rua, Júlia alegou ainda que precisou deixar o carro na oficina, pois estava com a lataria arranhada. O corpo de Luiz Marcelo foi encontrado dois dias depois. Sua namorada é considerada foragida, suspeita de ter envenenado o companheiro para se apossar de seus bens.
Segundo o porteiro informou à polícia, Luiz Marcelo tinha "ciúme grande" de seu carro. Até então o funcionário, que trabalha no prédio há 28 anos, nunca tinha visto ninguém conduzindo o veículo além do dono.
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O automóvel foi encontrado há uma semana, no dia 24, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em posse de Victor Ernesto de Souza Chaffin, que foi preso por receptação. A investigação ainda apura se há participação do preso na morte do empresário. Em depoimento na 126ª DP (Cabo Frio) na ocasião, o suspeito confirmou saber que o dono do automóvel havia morrido, e que também sabia que o carro tinha "algum problema".
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Foto: Reprodução
Segundo Victor, ele foi à casa de Suyane Breschak — amiga de Júlia, que está presa suspeita de envolvimento na morte do empresário — no último dia 22, onde afirmou ter visto "dois documentos relativos à venda do veículo" de Luiz Marcelo: um assinado por Júlia, em que ela dizia ter recebido R$ 75 mil da amiga pelo carro, e outro, "supostamente escrito à mão pelo marido de Júlia dando o carro de presente para a mesma".
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Para a polícia, o comprovante de compra serviria como uma justificativa para a entrega do carro por parte de Julia, mas é tratado como falso pela investigação. A polícia também apura se esse documento seria um álibi para justificar ainda quantias em dinheiro que estariam num cofre no apartamento da vítima, no Engenho Novo.
Fonte: O Globo