Pesquisadores avaliaram condição cardiorespiratória de pessoas com insuficiência cardíaca para propor referência de saúde do coração
O exercício físico, além de trazer benefícios à saúde, é uma ferramenta para revelar aos médicos quais são os limites da capacidade cardíaca do organismo. Para pessoas saudáveis, há uma série de referências sobre qual é o ponto ideal de esforço para não sobrecarregar o órgão, mas falta um consenso sobre o que é o ideal para pacientes com insuficiência cardíaca.
Um estudo publicado nesta sexta-feira (15/11) na Medicine & Science in Sports & Exercise descobriu como estabelecer um padrão para prever a saúde do coração de pessoas com o diagnóstico.
Cerca de 2% da população mundial tem insuficiência cardíaca (IC), condição que leva ao comprometimento das funções de bombeamento sanguíneo. Ela acomete, em geral, pessoas que já infartaram, tiveram graves reações inflamatórias ou têm pressão alta descontrolada.
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O estudo foi feito com 237 voluntários holandeses, todos com IC e uma média de idade de 66 anos. Eles tiveram exames de esforço acompanhados por cinco anos para prever qual seria o melhor critério para avaliar, durante os exercícios, o maior risco de morte e desfechos cardíacos graves, como o infarto. Durante o tempo do estudo, 55 indivíduos morreram.
O estudo revelou que, entre os vários testes feitos pelos participantes, a melhor referência era o uso do ponto ótimo cardiorrespiratório (POC). Os participantes com os piores índices no teste foram os que tiveram maior probabilidade de ter outros eventos adversos cardíacos durante o período do teste com mais de 90% de eficiência.
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Uma outra variável ventilatória, o consumo máximo de oxigênio, também teve resultados similares.O POC é medido por médicos do exercício. Ele é alcançado geralmente ainda nos primeiros minutos durante um teste de esforço feito em esteira, por exemplo. Em atletas, o número fica próximo de 15 pontos, enquanto em pessoas com insuficiência cardíaca, pode chegar a 60 pontos. Quanto mais alta a pontuação, maior o risco.
Fonte: O Globo