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The 1975 toca pela 3ª vez no Lolla com show que tem cantor comendo carne crua e cenário home office
Foto: Reprodução

G1 explica sonoridade, letras e o que pensa o vocalista Matthew Healy. Relembre as vezes em que a banda inglesa se apresentou no Lollapalooza, onde eles se apresentam no sábado (25 de março).

Quando a banda The 1975 veio ao Lolla 2017, ela tinha repertório menos diversificado do que agora. Tocava um indie pop dançante com new wave: era um Duran Duran para a nova geração. Eles voltaram em 2019 se arriscando mais na sonoridade (eletrônica, rock anos 80, emo 2.0, balada emocionada, soul juvenil, R&B) e nos temas de letras (vício em heroína, pós-verdade, vida hiperconectada).

 

Agora, o grupo inglês liderado pelo carismático e atormentado vocalista Matthew Healy retorna ao Lolla com um show ainda mais ousado, e outros dois álbuns: "Being Funny in a Foreign Language" foi bastante elogiado; "Notes on a Conditional Form", nem tanto.

 

Além do pop dançante e despojado que faz lembrar Duran Duran, o som do quarteto é indicado para quem é fã de Talking Heads. Assim como a banda de David Byrne, o 1975 tem um quê de art rock em sua proposta: é um tipo de banda que tenta tratar shows, clipes e identidade visual como se fossem... arte.

 

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Em 2019, o cenário tinha um enorme retângulo e o vocalista brigava com uma câmera robô, sempre com cara de desconfiado. Em entrevista após o show (veja no vídeo acima), Healy aprovou o rótulo "pop paranoico" usado pelo g1 no review da apresentação.

 

"Essa aliteração 'Pop paranoico'... Tem muita paranoia na nossa música, então gostei dessa observação", comentou o vocalista do 1975.
Desta vez, o cenário do show no segundo dia do Lolla (sábado, 25) é uma casa. Como muitas das músicas foram criadas durante a pandemia, a banda resolveu trazer o home office para o palco. Um momento performático apresenta o cantor devorando um pedaço de carne crua.

 

Nova turnê do The 1975 tem uma casa como cenário — Foto: Reprodução/Instagram/The1975

 

Hoje com 33 anos, Healy já foi internado por sete semanas em um centro de habilitação em Barbados para se tratar de um vício em heroína. A relação dele com a droga é assunto de músicas que ele cantará no Lolla, como "It's Not Living (If It's Not with You)".

 

É um bom exemplar de "música sobre droga que parece ser sobre amor". "Adoro pessoas fazendo teorias sobre o que uma música quer dizer", confessou ele ao g1.

 

Vocalista da banda The 1975, Matthew Healy, no Lollapalooza 2019 — Foto: Fabio Tito/G1

 

No primeiro disco, eu só compunha letras e músicas que faziam eu me sentir bem. E hoje penso: por que não conseguia escrever uma música que faz eu me sentir de um jeito como 'Hallelujah', do Leonard Cohen? Por que não conseguia antes fazer isso?"

 

Matthew Healy, vocalista do The 1975, lidera banda em show no Lollapalooza 2017 — Foto: Flavio Moraes/G1

Fotos: Reprodução

 

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"Give Yourself a Try" costuma fechar os shows, com levada mais hardcore melódica e letra cheia de provocações a si mesmo. Ele canta que não acredita que fez "tanta m... aos 20 e poucos anos" e que "pegar DSTs com 27 anos não é exatamente algo legal".

 

Fonte: G1

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