Executivo foi questionado sobre proteção de dados e moderação de conteúdo na plataforma em comitê da Câmara dos Estados Unidos.
A Câmara dos Estados Unidos ouviu nesta quinta-feira (23) o diretor-executivo do TikTok, Shou Zi Chew, em um comitê que apura possíveis riscos que o aplicativo oferece à segurança nacional e às crianças.
A ByteDance, empresa chinesa que controla o TikTok, está no alvo de autoridades americanas que apontam um suposto acesso que o governo da China teria a dados dos usuários, o que foi negado por Chew.
"Deixe-me afirmar isso de forma inequívoca: a ByteDance não é um agente da China, nem de qualquer outro país", afirmou o executivo.
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Na audiência, Shou Zi Chew foi questionado sobre:
Proteção de dados de usuários americanos: o executivo afirmou que as informações serão transferidas de servidores na China para os EUA até o fim do ano;
Segurança de crianças e adolescentes: o chefe do TikTok disse que, além da idade informada pelos usuários, a rede social usa um algoritmo que analisa vídeos para determinar se eles são menores de idade;
Moderação de conteúdo: parlamentares alegaram que o TikTok não controla conteúdo prejudicial, como vídeos que incluem violência e ameaças;
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Diferenças do TikTok para aplicativo-irmão: parlamentares afirmaram que o Douyin, versão da rede social para a China, não tem tanto conteúdo prejudicial quanto a versão usada no restante do mundo
O QUE DISSE SHOU ZI CHEW
O diretor do TikTok destacou que, hoje, por padrão, dados de novos usuários americanos já são armazenados em um servidor da americana Oracle. Mas ele afirmou que dados antigos seguem em servidores da ByteDance na Virgínia, nos EUA, e em Cingapura, que serão encerrados.
"Quando isso for feito, todos os dados protegidos dos EUA estarão sob a proteção da lei dos EUA e sob o controle da equipe de segurança liderada pelos EUA. Isso elimina a preocupação que alguns de vocês compartilharam comigo de que os dados dos usuários do TikTok podem estar sujeitos à lei chinesa".
Chew afirmou que as redes sociais americanas lidam com os mesmos problemas pelos quais o TikTok está sendo criticado.
"As redes sociais americanas não têm um bom histórico de privacidade de dados e segurança dos usuários", afirmou. "Olhe para o caso Facebook e Cambridge Analytica, apenas como um exemplo".
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A Casa Branca, a Câmara, as Forças Armadas e mais de metade dos estados americanos já baniram o uso do TikTok em celulares oficiais, usados por políticos e funcionários. Medidas parecidas também foram tomadas em países como Reino Unido e Canadá, além da União Europeia.
Fonte: G1