Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF depôs à comissão nesta terça-feira (8)
O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres disse à CPI Mista dos Atos Golpistas, nesta terça-feira (8), que faltaram policiais para conter os atos de violência cometidos por golpistas no dia 8 de janeiro.
Após a declaração de Torres, a relatora da CPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA) disse ver um "jogo de responsabilidade" entre as autoridades que atuavam no comando da segurança à época.
"Fica um jogo de responsabilidade e o que a gente vê é o cenário que acompanhamos, de destruição das sedes dos poderes do país", afirmou a relatora.
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DEPOIMENTO
Anderson Torres depôs à comissão em sessão nesta terça. A CPI já aprovou a quebra dos sigilos dele. No dia dos atos golpistas, ele era secretário de Segurança Pública do DF, mas estava viajando para os Estados Unidos.
O ex-gestor é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por suposta omissão na montagem do esquema de segurança no dia dos atos golpistas.
Torres chegou a ficar preso por cerca de quatro meses, mas depois foi solto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que impôs, no entanto, o uso de tornozeleira eletrônica.
O ex-secretário foi ministro da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro e também foi questionado pelos parlamentares sobre um documento encontrado pela Polícia Federal na casa dele que ficou conhecido como "minuta do golpe".
Nesse documento, havia a decretação de estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fim de mudar o resultado das eleições presidenciais de 2022, quando Lula (PT) derrotou Bolsonaro.
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Aos parlamentares, ele afirmou que o documento era "fantasioso" e "aberração" sem "validade jurídica".
Fonte: G1