Imagem de drone feita em 5 de maio de 2024 mostra casas destruídas pelas enchentes em Jacarezinho, no Rio Grande do Sul
Os municípios do Rio Grande do Sul calculam que ao menos 99,8 mil casas (como residências, prédios e condomínios) foram destruídas ou danificadas pelas tempestades e enchentes que atingiram o estado nos últimos dias.
Os dados parciais da tragédia são válidos do dia 29 de abril até a tarde desta terça-feira (7). As informações foram repassadas pelas prefeituras à Defesa Civil do estado, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
A estimativa é a de que a tragédia tenha causado, até agora, R$ 4,6 bilhões em prejuízos. Ao todo, 388 das 497 cidades gaúchas foram afetadas pelas chuvas e enxurradas -- destas, 336 tiveram estado de calamidade pública reconhecido pelos governos estadual e federal.
Veja também

Número de mortes chega a 95, e Leite alerta para novos temporais em todo o estado
Advogado e policial são suspeitos de vazar para milícia conteúdo de inquéritos e mandados de prisão
Na tarde de terça-feira (7), a Defesa Civil atualizou para 95 o número de mortos em razão dos temporais que atingem o estado, com outras 4 mortes em investigação. São 131 pessoas desaparecidas e outras 372 feridas.
SETORES ATINGIDOS
De acordo com a CNM, a maior parte do prejuízo causado pela tempestade, seguida de enxurradas e enchentes é no setor habitacional, com perdas próximas a R$ 3,4 bilhões.
Os prejuízos estimados são:
Habitacional: R$ 3,4 bilhões
Setor público (como escolas, hospitais, prefeituras, pontes, transporte, esgoto, etc): R$ 465,8 milhões
Agricultura: R$ 435 milhões
Pecuária: R$ 134,7 milhões
Indústria: R$ 92 milhões
Comércios locais: R$ 37,5 milhões
Demais serviços: R$ 52,5 milhões
Presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski afirma que é necessário apoio do governo federal aos municípios, o que, segundo ele, ainda não ocorre.
"É necessário liberar urgentemente recursos extraordinários aos municípios", diz Ziulkoski. "O que temos até o momento são promessas, burocracias e uma população que resiste pelo seu próprio esforço e pela corrente de solidariedade".
NÍVEL DE CHUVA
A quantidade de chuva acumulada nos municípios do Rio Grande do Sul entre 22 de abril e 6 de maio chegou à média de precipitação prevista para cinco meses, conforme levantamento do Climatempo.
Os dados (veja lista abaixo) indicam que Porto Alegre, apesar dos impactos, não foi a região mais afetada pelas chuvas. A cidade de Fontoura Xavier, com 778 mm, e Caxias do Sul, com 694 mm, aparecem no topo da lista.
Os maiores acumulados de precipitação no Rio Grande do Sul, de 22 de abril até 6 de maio, foram nos seguintes municípios, em valores aproximados:
Fontoura Xavier: 778 mm
Caxias do Sul: 694 mm
Bento Gonçalves: 675 mm
Soledade: 629 mm
São Francisco de Paula: 576 mm
Três Coroas: 553 mm
Santa Maria: 544 mm
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/z/U/6sZA7bT7OJb40hMAstlg/chuva.jpg)
Foto: Reprodução
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Teutônia: 511 mm
Porto Alegre: 368 mm
Fonte: G1