Eles foram incapazes de compreender os motivos políticos e as limitações especulativas desse tempo incerto porque também optaram por ignorar cenários que os forçaram a enfrentar verdades incômodas
Está no DNA dos humanos a obsessão pelo futuro. Acredita-se que isso se deve à necessidade de querer antever uma narrativa para tentar aprender antes de acontecer – mas isso nunca deu certo. Na Mesopotâmia, governantes buscaram conhecimento do futuro para obter vantagens estratégicas, porém falharam repetidamente em interpretá-las corretamente.
Eles foram incapazes de compreender os motivos políticos e as limitações especulativas desse tempo incerto porque também optaram por ignorar cenários que os forçaram a enfrentar verdades incômodas.
Há a ideia que, quanto mais científica for a abordagem das previsões, mais preciso será o futuro. Mas essa crença causou mais problemas do que resolveu e, olhando para trás na História, muitas pessoas levaram a fama da adivinhação a sério o suficiente para que estivessem dispostas a colocarem sua fé nas mãos de alguns métodos seriamente estranhos e grosseiros.
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1.OSTEOMANANCIA

Os ossos eram queimados e xamãs ou sacerdotes
usavam os resultados para espiar o futuro
Há milhares de anos, em sociedades antigas, cresceu o hábito de usar ossos e esqueletos para exibir mensagens em uma arte de adivinhação chamada osteomancia. Alguns arriscam que os ossos foram escolhidos para a prática por terem um contato profundo com o espírito e o lado divino do ser humano.
Na China de 6600 a.C., os ossos eram queimados e xamãs ou sacerdotes usavam os resultados para espiar o futuro. Esse método foi chamado de piro-osteomancia, e envolvia o uso dos ossos de um animal recém-abatido. Isso foi comum em partes da China durante a dinastia Shang, em que a escápula de um grande boi era usada como meio principal para predição. Perguntas eram inscritas em sua superfície, depois o osso era colocado em um fogaréu para que as rachaduras resultantes do calor dessem aos videntes as respostas para suas perguntas.
2. ARUSPICAÇÃO

A prática romana foi derivada da religião dos etruscos da Itália
pré-romana,um povo conhecido por seus supostos
poderes de adivinhação
Na Roma Antiga, se você desejava saber sobre o futuro, encontrava-se com um praticante da arte da aruspicação, um método de adivinhação por meio das entranhas de animais sacrificados, especificamente o fígado das ovelhas e aves.
A prática romana foi derivada da religião dos etruscos da Itália pré-romana, um povo conhecido por seus supostos poderes de adivinhação. Toda a vida deles era baseada em espiar o futuro, fosse para uma guerra próxima, ou para saber se a colheita estaria boa na próxima temporada. Eles eram tão confiantes em suas habilidades que nenhuma grande decisão era tomada antes que as estranhas de um animal fossem reviradas.
3. ESCATOMANCIA

Eles costumavam analisar o comportamento dos besouros
que sobrevoavam o esterco ou cocô humano
( Foto; Reprodução)
A arte de prever o futuro por meio das fezes é uma prática tão antiga e pouco comum que se perdeu no tempo. Na Antiguidade, os escatomantes eram membros influentes de sua comunidade, chamados para ajudar até no diagnóstico médico e nos julgamentos. Sua influência chegou a ser imortalizada em vasos pelos egípcios antigos, que também eram adeptos da prática. Eles costumavam analisar o comportamento dos besouros que sobrevoavam o esterco ou cocô humano, bem como tiravam palpites a partir da aparência das fezes.
Em 2013, o documentário Journey to Planet Sanity colocou o cético Blake Freeman e seu amigo Leroy Tessina, paranoico sobre alienígenas e atividades paranormais, para viajarem pelos Estados Unidos procurando a verdade sobre vários tópicos polêmicos. Em uma de suas paradas, eles encontraram SS Singh, um escatomante profissional que os mostrou como seu trabalho funciona.
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Tessina então foi instruído a ir ao banheiro deixar no vaso uma amostra de fezes bem consistente, tirada do sanitário por Singh depositada em uma tigela. Para criar um ambiente, ele queimou sálvia e fez alguns movimentos com as mãos sobre a tigela.
Fonte: Revista Veja