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Tribunal do Paquistão condena ex-primeiro-ministro Imran Khan a mais 10 anos de prisão
Foto: Reprodução

O tribunal considerou Khan culpado de tornar público o conteúdo de um telegrama secreto enviado pelo embaixador do Paquistão em Washington ao governo em Islamabad, disse seu partido Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI)

Um tribunal do Paquistão condenou Imran Khan a 10 anos de prisão nesta terça-feira (30) por vazar segredos de Estado, disse seu partido. Essa é a sentença mais dura contra o ex-primeiro-ministro até agora — a decisão foi tomada 10 dias antes da eleição.

 

O tribunal considerou Khan culpado de tornar público o conteúdo de um telegrama secreto enviado pelo embaixador do Paquistão em Washington ao governo em Islamabad, disse seu partido Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI). O ex-ministro das Relações Exteriores Shah Mehmood Qureshi também foi condenado a 10 anos no mesmo caso.

 

A pena de prisão é a segunda condenação de Khan nos últimos meses e a decisão determina que o popular ex-primeiro-ministro continue na prisão e fora dos holofotes, antes das eleições gerais da próxima semana. O tribunal deverá emitir seu veredicto por escrito mais tarde.

 

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O PTI disse que contestaria a decisão. “Não aceitamos esta decisão ilegal”, postou o advogado de Khan, Naeem Panjutha, na plataforma de mídia social X, antigo Twitter.


O assessor de Khan, Zulfikar Bukhari, disse à Reuters que a equipe jurídica não teve chance de representar o ex-primeiro-ministro ou conversar com testemunhas, acrescentando que o processo foi realizado na prisão.

 

Ele classificou a condenação como uma tentativa de enfraquecer o apoio a Khan. “As pessoas agora vão garantir que vão votar em maior número”, disse ele à Reuters.


Khan foi condenado a três anos em um caso de corrupção. A determinação já o havia excluído das eleições gerais da próxima semana.

 

No entanto, a equipa jurídica de Khan esperava libertá-lo da prisão, onde está desde agosto do ano passado, mas a última condenação significa que isso é improvável, mesmo que as acusações sejam contestadas num tribunal superior.

 

Khan tem lutado contra dezenas de casos desde que foi deposto do poder num voto parlamentar em 2022.

 

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Khan diz que o telegrama prova uma conspiração dos militares paquistaneses e do governo dos EUA para derrubar seu governo em 2022, depois que ele visitou Moscou pouco antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. 

 

Fonte: G1

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