Moro
A presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu antecipar o julgamento das ações movidas pelo PT de Lula e pelo PL de Jair Bolsonaro que podem levar à cassação do senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Por decisão do desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, os processos foram incluídos na pauta da quinta-feira da próxima semana, 8 de fevereiro, informou a assessoria do TRE à equipe da coluna. A inclusão foi feita por Moura no seu último dia de atuação na Corte.
Conforme informou o blog, o sistema interno do TRE paranaense havia registrado originalmente o julgamento para 19 de fevereiro, depois do carnaval, mas a data ainda tinha de passar pelo crivo de Moura. O presidente do TRE não teria sido consultado pelo relator do caso, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha, sobre o agendamento da sessão para o dia 19, o que irritou integrantes do tribunal.
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O relator, no entanto, disse a interlocutores que o agendamento é atribuição de uma secretaria subordinada à presidência, ou seja, sem ingerência dele. Na prática, antes mesmo de ser iniciado, o julgamento já deflagrou uma "guerra de versões" nos bastidores do tribunal devido ao simples agendamento da data.
Como Falavinha liberou as ações para análise dos colegas apenas na última terça-feira (30), Moura não vai conseguir participar do julgamento, apesar de ter escolhido a data da sessão no último dia de sua presidência. Em seu lugar, entra o desembargador Sigurd Bengtsson.
Ao longo dos últimos dias, Falavinha priorizou o caso de Moro e deixou para segundo plano os processos sob a sua responsabilidade que tramitam no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), corte onde também atua. Falavinha pediu uma licença de duas semanas do TJ do Paraná, entre 8 e 20 de janeiro, para a “prestação de serviços à Justiça Eleitoral”, informou a assessoria do tribunal ao blog.
O desembargador tem sinalizado a interlocutores que faz questão de apresentar um voto longo e aprofundado, devido à relevância do caso, às centenas de documentos apresentados pelo União Brasil, Podemos, PL e a coligação de Lula e às suas repercussões tanto no meio político quanto no jurídico.
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Para integrantes do TRE do Paraná, o entendimento do relator vai ser decisivo para selar o resultado do julgamento, devido ao seu poder de convencer os colegas.
Fonte: O Globo