Atriz pornô deu depoimento em tribunal de Nova York, em processo em que o ex-presidente é acusado de fraude fiscal
Donald Trump disse à estrela pornô Stormy Daniels que ela o lembrava de sua filha antes de fazer sexo com ela, contou a atriz a um tribunal de Nova York (EUA).
Stormy deu na terça-feira (7/5) o seu tão aguardado testemunho no julgamento secreto do ex-presidente que, se for considerado culpado, poderá levá-lo à prisão por até quatro anos, num processo em que o ex-presidente americano é acusado de fraude fiscal.
Daniels fez um relato detalhado da sua relação com Trump, hoje com 77 anos, e também de como ele tentou levá-la para a cama novamente um ano após o seu famoso primeiro encontro.
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A atriz, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, ficou cara a cara com Trump pela primeira vez desde o suposto caso de uma noite após um torneio de golfe em 2006.
Depois de contar aos jurados como se tornou atriz pornô aos 23 anos, ela relembrou como conheceu Trump.
"Você me lembra minha filha", disse Stormy citando Trump, que, segundo ela, referia-se a Ivanka, que ele disse ser inteligente e loira, acrescentando que as pessoas a subestimam.
A acusação mostrou uma foto dos dois abraçados e jogando golfe, e ela, com 27 anos à época, disse ter consciência de que o magnata era mais velho, inclusive "provavelmente mais velho" que seu pai (na época, Trump tinha 60 anos). Daniels afirmou que, na ocasião, o republicano disse que gostaria de jantar com ela. A ex-atriz disse ter ficado relutante com a oferta, mas que aceitou posteriormente, após ter sido incentivada por seu assessor. Naquela noite, Trump teria oferecido a ela uma participação no programa "O Aprendiz", reality show de 2004.
Em depoimento, a atriz disse que, quando estava no quarto, mesmo sem beber ou consumir droga, teve um "apagão" e que, quando se deu conta, estava na cama, sem roupa. Trump não usou camisinha, mas ela não o mandou parar e saiu do quarto de hotel pouco tempo depois. Stormy afirmou, ainda, que antes de sair do quarto "foi realmente difícil pegar meus sapatos porque minhas mãos estavam tremendo muito". Ela também relembrou falas de Trump após o ato sexual:
"Ele disse: 'Foi ótimo, vamos nos encontrar novamente, querida'. Eu só queria ir embora".
O magnata teria desembolsado US$ 130 mil (R$ 659 mil) para comprar o silêncio da atriz na reta final da campanha eleitoral de 2016, na qual saiu vitorioso, tornando-se presidente dos EUA. Stormy deve voltar ao tribunal na quinta-feira para responder mais perguntas da defesa.
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Foto: Reprodução
Segundo especialistas, o pagamento a Stormy não é ilegal, mas sim a maneira como ele se deu. À época, o advogado de Trump, Michael Cohen, tirou o dinheiro do próprio bolso e, depois, foi ressarcido pelo republicano, que empregou os valores como "despesas legais" da sua empresa familiar, a Trump Organization. Agora, o ex-presidente é acusado de falsificar 34 documentos contábeis para ocultar a transferência. Ele fez com que o dinheiro parecesse fazer parte de "despesas legais" de Cohen, outra testemunha importante no caso.
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O magnata republicano, que afirma ser vítima de uma "caça às bruxas" na política dos EUA, frequenta desde 15 abril a Suprema Corte de Manhattan, onde testemunhas esclarecem os bastidores de sua campanha eleitoral de 2016 diante do júri popular que vai decidir seu destino. Se for considerado culpado, Trump poderá ser condenado à prisão, embora isso não o impeça de assumir a presidência do país, caso vença as eleições em novembro. O republicano culpa seu atual rival, o presidente democrata Joe Biden, por ter que comparecer às inúmeras audiências em vez de fazer campanha.
Fonte: Extra