Kamala Harris visita a fronteira com o México nesta sexta-feira (27) para tratar da imigração, uma questão sobre a qual Donald Trump parece ter vantagem
Kamala Harris visita a fronteira com o México nesta sexta-feira (27) para tratar da imigração, uma questão sobre a qual Donald Trump parece ter vantagem apesar de ameaçar deportações em massa e cancelar as "vias legais" de emigração para os Estados Unidos criadas pelos democratas.
Na quinta-feira, o ex-presidente e candidato republicano à Casa Branca chamou sua rival democrata de "incompetente, fraca e ineficaz" e acusou-a de ir até a fronteira "para tentar convencer as pessoas de que ela não é tão má". Ele novamente acusou os democratas por uma "inundação repentina e sufocante de imigrantes ilegais". "É uma inundação. É uma invasão", disse ele.
"Eles infectam o nosso país", disse Trump, que no passado acusou os migrantes "de envenenar o sangue" dos Estados Unidos. O milionário de 78 anos atacou duramente duas formas criadas pelo governo do presidente Joe Biden para emigrar ao país: o agendamento por meio de um aplicativo de celular (CBP One) e um programa que permite a chegada mensal de 30 mil cubanos, venezuelanos, haitianos e nicaraguenses que tiverem um patrocinador no país.
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"Kamala criou um programa completamente novo para trazer imigrantes da Venezuela, Haiti e Nicarágua, e nós os instalamos em comunidades americanas", especialmente na Pensilvânia, Wisconsin e Carolina do Norte, disse ele, citando três dos sete estados que provavelmente decidirão o resultado das eleições de 5 de novembro.
"Permitiu que uma quantidade praticamente ilimitada de imigrantes ilegais apertem um botão, agendem sua entrevista de imigração ilegal em nossos portos de entrada e se apresentem para entrar livremente em nosso país", acrescentou. A retórica de imigração de Trump não é nova, mas em comícios recentes ele mencionou medidas concretas para reduzir a credibilidade da sua opositora em uma área onde tenta ganhar confiança. A viagem desta sexta-feira à fronteira é a primeira desde que Biden passou o bastão para Harris na corrida à Casa Branca, em julho.
Em Douglas, Arizona, estado do sudoeste muito disputado nas eleições, Harris "pedirá medidas de segurança mais rigorosas", explicou um funcionário da campanha. A expectativa é que ela prometa aumentar o número de agentes e implantar mais equipamentos para detectar o fentanil, um opioide sintético que está causando estragos nos Estados Unidos.
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A democrata de 59 anos também destacará "a falta de resposta de Donald Trump ao desafio (da imigração) quando era presidente e as suas recentes manobras para dificultar soluções apoiadas por ambos os partidos". Trump pressionou os congressistas republicanos a bloquearem um projeto de lei bipartidário que teria endurecido a política de imigração dos EUA.
Fonte: BBC