Ex-presidente dos Estados Unidos já acumula 78 acusações na Justiça apenas neste ano, em casos que vão de conspiração a suborno e retenção de documentos secretos
Ao ser processado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, na terça-feira, por tentativa de reverter o resultado das eleições de 2020, o ex-presidente Donald Trump tornou-se réu em um caso criminal federal pela terceira vez apenas neste ano, somando 78 acusações contra ele — ele também é alvo de processos por suposto suborno e por manusear de forma ilegal documentos secretos quando deixou a Casa Branca. O republicano alega ser inocente, mas se fosse condenado e depois sentenciado à pena máxima para cada uma delas, teoricamente enfrentaria 331 anos de prisão.
Na prática, contudo, é quase impossível que isso aconteça, já que os juízes raramente impõem sentenças máximas e frequentemente permitem que os réus cumpram sentenças por várias acusações simultaneamente. Mas a longa lista de acusações e penalidades serve para destacar a gravidade do perigo legal de Trump e a situação extraordinária que confronta a nação que ele deseja liderar mais uma vez, se vencer a disputa pela Casa Branca em 2024.
Veja abaixo um guia sobre os principais casos criminais, no nível federal, envolvendo o ex-presidente dos EUA:
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Status: Acusação apresentada pelo procurador especial federal Jack Smith em 1º de agosto de 2023.
Entenda: Relacionado aos esforços de Trump para manter o poder após a eleição de 2020 e o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio, sede do Legislativo americano. A extensa investigação de Smith examinou as várias maneiras pelas quais o republicano procurou permanecer no poder apesar de perder para o democrata Joe Biden, atual presidente, culminando no ataque sem precedentes ao Capitólio por uma multidão de apoiadores de Trump.
Em 18 de julho, Trump e seus advogados revelaram que ele havia recebido uma carta de sinalização dos promotores federais que lideram o inquérito, sugerindo que uma acusação formal por fraude e conspiração poderia ocorrer em breve.
Status: Data de julgamento agendada para 20 de maio de 2024, no tribunal de Fort Pierce, na Flórida.
Entenda: O caso é relacionado ao tratamento de Trump em relação aos documentos confidenciais do governo que levou consigo ao deixar o cargo de presidente em 2021. Em junho, um grande júri federal na Flórida apresentou 40 acusações criminais contra Trump, incluindo retenção não autorizada de segredos de segurança nacional e obstrução dos esforços do governo para recuperar os arquivos.
Seu assessor Walt Nauta também foi citado na acusação no mesmo mês. Três novas acusações contra o republicano foram adicionadas na semana passada. O ex-presidente teria pedido para um trabalhador de sua residência de veraneio na Flórida, em Mar-a-Lago, que apagasse imagens dos circuitos internos de segurança para obstruir a investigação sobre os arquivos em sua posse. Os promotores federais também acusaram Carlos de Oliveira, terceiro réu e funcionário da manutenção do clube privado de Trump, de envolvimento no caso.
Status: Data de julgamento agendada para 25 de março de 2024, no tribunal estadual de Nova York.
Entenda: O ex-presidente é alvo de 34 acusações de falsificação de documentos — uma para cada registro contábil supostamente fraudulento para encobrir pagamentos ao seu ex-advogado Michael Cohen, entradas financeiras falsas na Organização Trump e cheques assinados pelo próprio Trump. Segundo a Promotoria, os registros são evidências de um amplo esquema para encobrir possíveis escândalos que prejudicassem sua imagem nas eleições de 2016.
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Além da atriz pornô Stormy Daniels, com quem Trump teria tido um caso extraconjugal em 2006 e subornado com US$ 130 mil para abafar a história, a Promotoria também aponta o pagamento de US$ 30 mil a um porteiro da Trump Tower que teria conhecimento sobre um filho do magnata fora do casamento, e o da coelhinha da Playboy e ex-amante Karen McDougal, que teria pedido US$ 150 mil para manter a relação que mantiveram no passado longe dos holofotes.
Fonte: O Globo