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TSE começa a julgar Bolsonaro nesta quinta em ação que pode deixar ex-presidente inelegível
Foto: Reprodução

Ministros vão analisar ação sobre encontro de Bolsonaro com embaixadores, no qual ex-presidente fez ataques infundados às urnas. Julgamento pode durar mais de uma sessão.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai iniciar nesta quinta-feira (22) o julgamento da ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

 

Os ministros vão analisar uma reunião realizada pelo então presidente em julho de 2022. Quando ocupava o cargo máximo da República, Bolsonaro reuniu, na residência oficial do Palácio da Alvorada, embaixadores de países estrangeiros para fazer ataques infundados sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral.

 

Além de Bolsonaro, também é réu no processo o ex-candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto.

 

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A Corte Eleitoral analisa uma ação de investigação judicial eleitoral -- AIJE -- protocolada pelo PDT, que viu irregularidades na reunião de Bolsonaro com embaixadores.

 
Prevista na Lei de Inelegibilidades, a AIJE é um instrumento para combater e controlar a influência do abuso de poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação social nas campanhas eleitorais. Essas irregularidades podem afetar o equilíbrio da disputa eleitoral e, portanto, o regime democrático.

 

A ação tem como relator o corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. Antes de estar pronto para o julgamento, o processo passou por uma série de etapas -- entre elas, a manifestação das partes envolvidas, coleta de provas e depoimentos de testemunhas, além de alegações finais.

 

Agora, caberá ao tribunal avaliar se as acusações feitas pelo PDT contra Bolsonaro e Braga Netto procedem.

 

Se concluírem que sim, os dois serão declarados inelegíveis - ou seja, não poderão concorrer às eleições nos próximos oito anos. Se concluírem que não houve irregularidades, os ministros arquivam a ação. Nos dois casos, cabe recurso.

 

O TSE reservou três sessões para analisar o caso -- além desta quinta, as sessões das próximas terça (27) e quinta-feira (29).

 

ETAPAS DO JULGAMENTO

 
Pelo rito para esse tipo de processo, a análise vai começar com a leitura do relatório do corregedor, ministro Benedito Gonçalves. A TV Globo apurou que o documento tem 40 páginas.

 
Em seguida, o advogado do PDT, partido autor da ação, se manifesta por 15 minutos. A defesa de Bolsonaro e Braga Netto terão 30 minutos para apresentar seus argumentos.

 

Depois, será a vez de o Ministério Público Eleitoral apresentar seu parecer.

 

O voto do relator virá na sequência e deverá ter mais de 300 páginas, segundo apurou a TV Globo. Em seguida, os outros seis ministros da Corte Eleitoral apresentam seus votos.

 

Devem participar do julgamento os ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia (vice-presidente), Nunes Marques e Alexandre de Moraes (presidente).

 

Pode haver pedido de vista -- mais tempo para análise -- vindo de ministros logo após o voto do relator. Pelas novas regras do tribunal, há prazo para a devolução do caso: 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.

 

Caso o prazo não seja cumprido, os processos estarão automaticamente liberados para a continuação do julgamento. Há suspensão do prazo no recesso. 

 

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Fonte: G1

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