Bancada em SP é contrária a movimento do PSDB que avalia lançar candidato próprio para a Prefeitura no ano que vem contra Ricardo Nunes
Parte da bancada paulistana PSDB avalia deixar o partido caso a legenda decida não apoiar a candidatura à reeleição do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), nas eleições do ano que vem.
Líder do governo na Câmara, o vereador Fabio Riva (foto em destaque), do PSDB, fala abertamente sobre o tema. Ele diz que já avisou ao partido que sua condição para permanecer na sigla é o apoiar Nunes.
“Sou líder há cinco anos, fato inédito na Câmara. O prefeito, quando assumiu, poderia ter indicado outro, alguém do MDB”, disse o parlamentar. O MDB, inclusive, é o partido para o qual ele avalia migrar caso a aliança do PSDB com Nunes não prospere.
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Outros parlamentares da legenda, segundo aliados, vêm mantendo conversas com partidos como o PSD de Gilberto Kassab, atual secretário estadual de Governo, o Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, além de PP e Podemos.
O líder tucano na Câmara, João Jorge, afirma que toda a bancada está fechada com Nunes. “Todos os oito vereadores já declararam apoio a ele”, diz o parlamentar, que não cogita deixar a legenda por enquanto.
Os sinais de desembarque do partido na Câmara acontecem em meio a uma crise interna que deixa os próprios integrantes da legenda confusos.
No último dia 17, o diretório municipal do PSDB fez uma eleição que reconduziu à presidência da sigla na cidade o advogado Fernando Alfredo, nome que era ligado ao ex-prefeito Bruno Covas, morto em 2021.
O diretório estadual, porém, não reconhece a eleição, mas também não indicou uma direção provisória.
O impasse local, por sua vez, é reflexo de um imbróglio similar que o ocorre na direção nacional tucana. Há duas semanas, a Justiça do Distrito Federal determinou a anulação do ato que manteve o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na presidência da legenda, e deu prazo de 30 dias para o partido fazer novas eleições.
Aliados de Leite em São Paulo são de grupos que defendem que a sigla passe por uma “refundação”, o que incluiria lançar um candidato próprio para a capital no ano que vem em vez de apoiar Ricardo Nunes.
Na capital paulista, os tucanos dividem com petistas o posto de maior partido da Câmara. As duas legendas, fundadas na capital, têm oito vereadores cada no Legislativo.
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Segundo um tucano ouvido pelo Metrópoles, os vereadores devem permanecer no partido ao menos até março do ano que vem, quando abre o prazo da janela partidária na qual a Justiça Eleitoral permite trocas de partido sem perder o mandato, caso o apoio a Nunes não esteja selado.
Fonte: Metrópoles