O impasse nas negociações se estende também a questões orçamentárias
Em negociação com os servidores federais, a União insistiu em não conceder reajuste ao funcionalismo em 2024. O governo federal também indicou que as negociações relativas à estruturação de carreiras e de remuneração deverão ocorrer nas mesas específicas das categorias, que deverão ser instaladas até o mês de julho de 2024. Caso alguma categoria entre em greve, aponta o governo, as negociações setoriais serão paralisadas.
Essa é uma mudança de postura em relação às tratativas. Até então, era apenas na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) que pautas salariais podiam ser debatidas.
Além disso o governo, se comprometeu em corrigir os valores dos benefícios dos estatutários em 51% a partir de maio.
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Presidente do Fórum das Carreiras de Estado, Rudinei Marques aponta que é difícil comunicar à base de servidores quais são as propostas efetivas do governo, já que a indicação de reajuste salarial já passou por três mudanças desde o ano passado.
– Pensar que as 60 mesas específicas que ainda não abriram vão encerrar negociações até julho é irrealizável – aponta.
O que os estatutários da União pedem é que os benefícios sejam igualados ao do Legislativo e Judiciário. Junto, a antecipação do pagamento da primeira parcela do reajuste para 2024.
A reunião extraordinária da (MNNP) foi convocada pelo governo após uma série de greves serem iniciadas pelo país.
NADA RESOLVIDO
A expectativa era de que o governo federal se movimentasse em resposta às demandas dos servidores federais por reajuste. O objetivo, segundo entendimento de gestores da União, era conter a escalada do movimento grevista que tem se espalhado pelo funcionalismo federal. Os técnicos-administrativos dos institutos federais, por exemplo, já estão em greve, e os professores do ensino superior realizarão assembleias para decidir sobre paralisações.
No entanto, as últimas n;egociações têm sido desafiadoras. Os servidores rejeitaram uma proposta da ministra Esther Dweck, responsável pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que contemplava um aumento nos benefícios de auxílio-alimentação, creche e saúde para o ano de 2024, além de um reajuste salarial de 4,5% em 2025 e 2026.
ARRECADAÇÃO
O impasse nas negociações se estende também a questões orçamentárias. O Ministério da Gestão argumenta que não há espaço fiscal para reajustes salariais adicionais, embora tenha reservado R$ 2,7 bilhões para a correção dos benefícios.
A situação se complica ainda mais com a necessidade de aprovação de recursos adicionais. Uma emenda inserida no projeto que recria o seguro obrigatório para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT, poderia liberar R$ 15,7 bilhões em gastos do governo federal em 2024, oferecendo um alívio bem-vindo para as pressões sobre o Executivo.
A arrecadação tem apresentado números positivos, indicando uma perspectiva financeira favorável. No entanto, mesmo com essa tendência, ainda não é possível antecipar um excedente de arrecadação que seja suficiente para garantir um reajuste salarial neste ano.
"Em tempo, adiantamos ser inaceitável o congelamento dos salários de uma categoria de trabalhadores que nos últimos anos assistiram seus salários serem congelados por governos que pretendiam destruir o serviço público", destaca o Fonasefe, em nota.
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A primeira reunião da MNNP de 2024 não trouxe boas novas ao funcionalismo. Funcionários públicos e representantes de nove ministérios iniciaram o diálogo deste ano sobre a campanha salarial dos servidores. Porém, a União rejeitou oficialmente a contraproposta salarial dos trabalhadores, entregue em dois blocos.
Fonte: Extra