Após acidente, agência de aviação suspende temporariamente voos do 737 Max da Boeing nos EUA
A companhia aérea norte-americana United Airlines afirmou nesta segunda-feira que que encontrou parafusos soltos nas tampas das portas de vários aviões Boeing 737 Max 9 durante as inspeções obrigatórias provocadas pelo incidente com o voo da Alaska Airlines.
Uma aeronave deste modelo, operada pela Alaska, perdeu parte da estrutura que abriga a cabine de passageiros no meio do voo e precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Portland, em Oregon, nos EUA.
“Desde que iniciamos as inspeções preliminares no sábado, encontramos casos que parecem estar relacionados a problemas de instalação no tampão da porta – por exemplo, parafusos que precisavam de aperto adicional. Essas descobertas serão corrigidas por nossa equipe de operações técnicas para retornar a aeronave ao serviço com segurança”, disse a United em comunicado, segundo a NBC.
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A Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) suspendeu temporariamente os voos e de alguns aviões 737 Max 9 da Boeing operado por companhias aéreas americanas. A decisão foi tomada um dia depois de uma aeronave recém-fabricada do tipo, operada pela Alaska Airways, perder parte da fuselagem pouco depois de decolar.
A iniciativa afetou cerca de 171 aviões, segundo comunicado da FAA. A Alaska, segunda maior operadora mundial do modelo, com 65 aeronaves, já suspendeu a frota dos 737 Max 9 depois do incidente de sexta-feira, após a decolagem de Portland, no estado de Oregon. Principal operadora da aeronave, com 78 unidades, a United Airlines também retirou alguns dos jatos de serviço para inspeções.
O voo 1282 transportava 171 passageiros e seis tripulantes de Portland, no estado de Oregon, para Ontário, na Califórnia, nesta sexta-feira, quando cerca de 20 minutos de viagem, a tripulação relatou um problema de pressurização. Parte da fuselagem (estrutura que abriga a cabine de passageiros) no meio da aeronave explodiu, abrindo um buraco semelhante à abertura de uma porta, tudo a uma altitude de cerca de 16.000 pés (ou 4,8 mil metros).
O piloto precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Portland.
A Boeing disse que está coletando mais informações com a companhia aérea, e que uma equipe técnica está pronta para apoiar a investigação. A Agência para a Segurança da Aviação da União Europeia informou que está verificando se será necessário exigir alguma coisa.
Já a agência reguladora de aviação da China realiza uma reunião de emergência para considerar uma resposta ao incidente, incluindo um possível encalhe da frota de Boeing Max no país, segundo duas pessoas familiarizadas com a situação, que pediram para não serem identificadas.
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O modelo do incidente da Alaska não é operado por transportadoras chinesas. O país asiático foi o primeiro país a suspender o 737 Max após os dois acidentes há vários anos.
Fonte: O Globo