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Urso 'pré-histórico' encontrado na sibéria não era bem o que parecia
Foto: Reprodução

Pouco mais de dois anos atrás, em setembro de 2020, um filhote de urso "mumificado" foi encontrado no permafrost da Sibéria e deixou os cientistas bastante entusiasmados.

 

Preservada pelo gelo, a carcaça do animal estava muito bem preservada — mas, no fim das contas, não era exatamente o que parecia.

 

O resultado da necropsia do imenso mamífero, que a comunidade científica esperava tratar-se de uma espécie extinta, foi um verdadeiro balde de água fria.

 

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URSO MUMIFICADO DA SIBÉRIA

 

A carcaça, encontrada em 2020 por pastores de renas em Bolshoy Lyakhovsky, uma ilha remota no Mar Siberiano Oriental, chamou a atenção por estar muito bem preservada. Sua pele, pelos, nariz, dentes, garras e até mesmo seus órgãos internos e gordura corporal estavam em boas condições para o que acreditavam ser um Urso-das-cavernas (Ursus spelaeus), uma espécie extinta há cerca de 22 mil anos.

 

Apelidado como Etherican, em homenagem ao rio Bolshoy Etherican, onde foi encontrado, cientistas acreditavam que o filhote de urso teria morrido milhares e milhares de anos atrás e teria sido então preservado pelo extremamente frio gelo do permafrost siberiano. Na época, a descoberta de uma múmia em estado tão bem conservado foi recebida com muita empolgação, já que até então as demais carcaças de Ursos-das-cavernas eram basicamente ossadas de animais adultos.

 

Extinto há milhares de anos, no período do Último máximo glacial, o Ursus spelaeus chegava a medir cerca de 3,5 metros de altura quando de pé sobre as patas traseiras e pesava cerca de 1.500 quilos. A espécie é parente dos ursos-pardos e dos ursos polares, que também são animais enormes.

 

MAIS "JOVEM" DO QUE O ESPERADO

 

Carcaça encontrada na Sibéria era na verdade um Urso-pardo

Foto: Reprodução

 

Uma análise mais recente feita pelo Lazarev Mammoth Museum Laboratory da North-Eastern Federal University (NEFU) em Yakutsk, no leste da Sibéria, mostrou que o urso não era bem o que esperavam. Em vez de um Urso-das-cavernas de mais de 22 mil anos atrás, o corpo seria na verdade de um Urso-pardo morto há 3.460 anos.

 

O resultado da necropsia conduzida pelo time da NEFU mostrou que o Urso-pardo era uma fêmea de cerca de 1,60 metro de altura e pesava apenas 78 quilos. O animal devia ter entre 2 e 3 anos de idade quando morreu, tendo sinais de lesões na espinha dorsal que podem ter contribuído para sua morte.

 

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Graças ao bom estado de conservação da carcaça, incluindo seus órgãos internos, cientistas puderam remover seu cérebro para futuros estudos e o exame também foi capaz de identificar a dieta do animal. A ursa vinha se alimentando de diversas plantas e pássaros, já que até mesmo as penas de sua presa permaneceram preservadas em seu estômago. Como ursos-pardos são onívoros, o conteúdo encontrado na barriga do animal reafirma a descoberta.

 

Fonte: Mega Curioso

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