IA consome cada vez mais energia na Terra, o que levou a UE a considerar lançar data centers ao espaço, onde teriam "energia infinita"
Precisa-se de cada vez mais data centers para acompanhar o crescimento da inteligência artificial (IA). Com isso, a demanda por energia também aumenta. Isso fez a União Europeia (UE) estudar alternativas. Uma delas é colocar data centers no espaço, onde teriam “energia infinita”.
Parece exagero? Para você ter ideia, a Agência Internacional de Energia estima que os data centers ao redor do mundo vão consumir, juntos, tanta energia quanto o Japão (1.000 terawatt-horas) até 2026.
Lançar data centers para a órbita da Terra seria tecnicamente, economicamente e ambientalmente viável, segundo estudo Advanced Space Cloud for European Net zero emission and Data sovereignty (ASCEND), coordenado pela Thales Alenia Space em nome da Comissão Europeia. A empresa divulgou resultados do estudo em seu site.
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Os centros de dados são essenciais para acompanhar a digitalização, mas exigem quantidades significativas de energia e água para alimentar e resfriar seus servidores.
“Os data centers de IA precisam de cerca de três vezes mais energia do que um data center tradicional, e isso é um problema não apenas do lado energético, mas também do lado do consumo”, disse Merima Dzanic, chefe de estratégia e operações da Associação Dinamarquesa da Indústria de Data Centers, à CNBC.
Também em entrevista à CNBC, Damien Dumestier, gerente do projeto ASCEND, falou sobre uma alternativa para lidar com esse cenário: “A ideia é retirar parte da demanda energética dos data centers e enviá-los ao espaço para se beneficiar da energia infinita, que é a energia solar.”
“Os data centers de IA precisam de cerca de três vezes mais energia do que um data center tradicional, e isso é um problema não apenas do lado energético, mas também do lado do consumo”, disse Merima Dzanic, chefe de estratégia e operações da Associação Dinamarquesa da Indústria de Data Centers, à CNBC.

Foto: Olhar Digital
Também em entrevista à CNBC, Damien Dumestier, gerente do projeto ASCEND, falou sobre uma alternativa para lidar com esse cenário: “A ideia é retirar parte da demanda energética dos data centers e enviá-los ao espaço para se beneficiar da energia infinita, que é a energia solar.”Dumestier explicou que o ASCEND implantaria 13 “blocos de construção” de data centers espaciais com uma capacidade total de 10 megawatts até 2036, para iniciar a comercialização de serviços de nuvem.
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Cada bloco, com uma área de superfície de 6,3 mil metros quadrados, teria capacidade para seu próprio serviço de data centers. E seria lançado num único veículo espacial, explicou o gerente do projeto.Para ter um impacto significativo no consumo de energia do setor digital, o objetivo é implantar 1,3 mil “blocos de construção” até 2050 para alcançar 1 gigawatt, segundo Dumestier.
Fonte: Olhar Digital