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Uso de fogo em áreas rurais é permitido por lei em algumas situações; saiba quais
Foto: Reprodução

Norma prevê resgate do papel cultural do fogo e redução de danos causados por incêndios

A lei que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo estabelece diretrizes para o uso em áreas rurais e permite a queima controlada e prescrita em algumas situações.A norma que entrou em vigor no último dia 31 de julho se baseia na sustentabilidade, na proteção da biodiversidade e no respeito a comunidades locais.

 

Entre os principais propósitos, está a redução da incidência e dos danos dos incêndios florestais no território nacional e também a restauração do papel ecológico e cultural do fogo.A legislação modifica o Código Florestal e a Lei dos Crimes Ambientais para permitir que comunidades indígenas e quilombolas façam queimadas para agricultura de subsistência.De acordo com a lei, o fogo também será permitido:

 

para práticas agropecuárias, em locais onde haja peculiaridades que justifiquem;

 

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para pesquisa científica aprovada a cargo de instituição reconhecida;


para a prática de prevenção e combate a incêndios;


para capacitação de brigadistas florestais.A legislação prevê a observação de algumas circunstâncias, como acordos prévios com a comunidade residente no local e comunicação aos brigadistas florestais responsáveis pela área.

 

Em áreas onde há sobreposição de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação, o manejo do fogo deve ser planejado de forma integrada.A implementação da política será coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Fundação Cultural Palmares e outros órgãos.

 

A norma é oriunda de uma proposta do poder Executivo, aprovado na Câmara em 2021 com parecer da ex-deputada Rosa Neide (MT).No Senado, a proposta recebeu aprovação no mês passado.As primeiras são permitidas para fins agropecuários em áreas específicas, exigem autorização e inclusão em plano de manejo integrado do fogo.

 

Já as queimadas prescritas são planejadas para fins de conservação, pesquisa ou manejo de vegetação, e também exigem autorização prévia.O uso do fogo para suprimir vegetação nativa para uso alternativo do solo, por sua vez, fica proibido, exceto para a queima controlada de resíduos de vegetação.Sim. As autorizações para queimadas podem ser suspensas ou canceladas quando houver risco de morte, danos ambientais, condições meteorológicas desfavoráveis ou descumprimento da lei.

 

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No mês passado, em audiência na Câmara dos Deputados, o secretário da pasta, André Lima, disse que Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo era uma das ações necessárias para evitar o “ponto de não retorno” na Amazônia. 

 

Fonte: CNN

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