Pedrinho (esquerda), presidente do Vasco, e Josh Wander (direita), presidente da 777 Partners
A face associativa do Vasco, presidida por Pedrinho, entrou com ação na Justiça na última terça-feira contra a 777 Partners, empresa americana que comanda a SAF cruz-maltina. O processo, que corre sob segredo de Justiça, tem como pano de fundo a complexa situação financeira da empresa, acusada de fraude em outra ação, nos Estados Unidos. As informações são do ge.
Segundo o blog do Diogo Dantas, do Jornal O Globo, o processo tem como principal intenção garantir que as ações da SAF não sejam penhoradas ou dadas como garantia em caso de falência da 777. A empresa teria sinalizado um desejo de vender suas ações no clube.
A ação, ainda segundo o ge, tem base no artigo 477 do Código Civil, que fala em diminuição de patrimônio de uma das partes envolvidas em um contrato "capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou". Na prática, a diretoria de Pedrinho segue, agora na Justiça, uma sequência de movimentos anteriores que pediam garantias quanto aos compromissos financeiros da 777 com o clube, antes mesmo do processo nos Estados Unidos.
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O acordo entre Vasco e 777 prevê o aumento gradual da fatia de ações da SAF pela empresa americana a cada um dos aportes acordados, até a integralização dos 70% acordados — o associativo permanece com 30%. O último aporte, de R$ 120 milhões, pago com atraso em outubro do ano passado, concedeu à empresa mais 12% das ações, que chegaram agora a 31%. O próximo e maior aporte, de R$ 270 milhões, está previsto para setembro. É para esse aporte que Pedrinho busca garantias.
Na Justiça dos Estados Unidos, o fundo inglês Leadenhall Capital Partners acusa a 777 de fraude contábil e possível pirâmide financeira, alegando que a empresa americana deu como garantia para empréstimos ativos no valor de US$ 350 milhões (cerca de 1,7 bilhão de reais) que não possuem ou que já foram oferecidos em outros pedidos de crédito. A ação ainda não foi julgada.
Partes da rede de clubes de futebol da 777, Red Star (França) e Hertha Berlin (Alemanha) se manifestaram garantido que a empresa vem cumprindo os acordos. Além destes clubes, os americanos têm ações majoritárias em Genoa (Itália) Melbourne Victory (Austrália) e Standard Liège (Bélgica), além de parte minoritária no Sevilla (Espanha). Segundo a imprensa belga, o Liège pode ser colocado à venda.
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Ainda de acordo com o ge, o Vasco tem sondagens de empresa do grupo Crefisa e da Fenway, dona do Liverpool, interessadas em comprar ações que são hoje da 777.
Fonte: Extra