Uma exibição mais competitiva, um jogo equilibrado com um Fortaleza claramente mais entrosado e maduro e algumas chances de até, quem sabe, vencer um jogo fora de casa.
O Vasco até deixou seu torcedor otimista de uma virada no mau momento, mas acabou revivendo o pesadelo pelo que passou contra o São Paulo, na rodada passada. Dois gols do Fortaleza depois dos 40 do segundo tempo, quando as equipes já cozinhavam a partida, rendeu ao cruz-maltino a terceira derrota seguida.
O Leão do Pici balançou as redes do Vasco duas vezes em lances praticamente iguais. Acionando a implacável "lei do ex", Thiago Galhardo venceu Léo Jardim em grande tarde, de cabeça, para completar belo cruzamento de Bruno Pacheco já aos 40. Nocauteado, o cruz-maltino ainda sofreu o segundo já nos acréscimos, com Silvio Romero, em novo cruzamento de Pacheco.
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Com a nova derrota, depois de cair para o Santos em casa e para o São Paulo no Morumbi, o Vasco segue na zona de rebaixamento, com 7 pontos e apenas uma vitória neste Brasileiro. Uma situação de pressão que já rendeu protestos ao longo da semana e agora deve pesar ainda mais no trabalho do técnico Maurício Barbieri.
Antes da partida, as equipes realizaram uma ação de combate ao racismo: divulgaram escalações sem os nomes de seus atletas negros, uma campanha para chamar atenção pela visibilidade de negros no futebol e no mercado de trabalho. A partida ainda teve o movimento, repetido em outros jogos da rodada, em que atletas sentaram no gramado por 30 segundos antes do início da partida.
Sem Pedro Raul, suspenso, o técnico Maurício Barbieri — que, também suspenso, foi substituído pelo auxiliar Maldonado à beira do gramado — optou por não utilizar o centroavante reserva Rwan Cruz, que nem viajou para Fortaleza. A solução "caseira" dentro do time costumeiramente titular, com Alex Teixeira centralizado e Figueiredo circulando entre a ponta esquerda e a entrada da área, até funcionou na construção de jogadas ofensivas, mas não consertou o problema de definição que vem assombrando o time neste início de temporada.
A dificuldade atrapalhou muito dadas as circunstâncias do jogo: dono da casa, o Fortaleza tomava as rédeas da partida e foi quem chegou com mais perigo na primeira etapa: nas melhores chances, em cobrança de falta de Calebe e oportunidade em que Lucero chutou para fora após aparecer de frente para Léo Jardim — que voltou a ser destaque, em grande partida — após ótimo passe de Thiago Galhardo.
Com toda essa pressão, o Vasco precisava ser efetivo quando tinha suas oportunidades explorando o contra-ataque, mas esbarrava justamente na definição e também nas tomadas de decisão, no último passe. Foram vários os momentos em que Pec e os próprios Figueiredo e Teixeira apareciam em velocidade, mas não conseguiam desenvolver uma jogada que surpreendesse a defesa do Fortaleza se não cruzamentos para a área.
No grande momento do cruz-maltino antes do intervalo, Figueiredo acertou a trave de João Ricardo. O lateral Paulo Henrique, que ganhou a chance na vaga de Puma Rodríguez, deu mais volume de jogo ao lado de direito, mas, até por questões de entrosamento, não conseguiu mudar o panorama criativo pelo setor.
Na segunda etapa, o Fortaleza voltou a ter chance claríssima com Moisés, também de frente para Léo Jardim, mas desta vez o goleiro precisou intervir para fazer mais uma da série de grandes defesas que praticou ao longo do jogo. Apesar da pressão e de tentativas do Vasco de contra-atacar, os times cansaram e o ritmo da partida caiu.
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Maldonado chegou a tentar lançar mão de Eguinaldo no ataque e Mateus Carvalho pelo meio (entre outras alterações), mas o cenário mudou pouco no jogo, e no panorama do clube: se o empate já parecia um resultado agradável para aplacar o mau momento, o gol de Thiago Galhardo mergulha o cruz-maltino ainda mais num caldeirão que já fervia.
Fonte:Extra