Especialista alerta sobre os riscos de câncer de boca e como hábitos comuns podem estar por trás do aumento de casos
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, a cada ano, 15 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de boca. A doença é até três vezes mais frequente em homens do que em mulheres e está fortemente associada a um estilo de vida pouco saudável.
Os casos de câncer de boca têm crescido, em média, 10% ao ano desde 2010. O tumor maligno afeta lábios, gengivas e estruturas da cavidade oral, e costuma ocorrer em conjunto com outros cânceres, como o de língua. O sintoma principal é a formação de feridas na boca que não cicatrizam ou o aparecimento de caroços.
Entretanto, nem todos os casos são sintomáticos. “O câncer de boca muitas vezes não é visível. Além dos lábios e gengivas, ele pode ocorrer na parte interna das bochechas, no céu da boca e na região embaixo da língua”, explicou a oncologista Andressa Teruya Ramos, de São Paulo, em entrevista anterior ao Metrópoles. O especialista lista quatro hábitos que podem parecer simples, mas podem desencadear o câncer de boca. Confira:
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O tabagismo é um dos principais fatores cancerígenos no geral, mas seu impacto é ainda maior nos tumores por onde a fumaça do cigarro passa diretamente, como a boca. “Parar de fumar é essencial para reduzir o risco. Quem fuma ou já fumou durante muitos anos também deve visitar periodicamente o dentista para que avaliações mais minuciosas sejam realizadas”, aconselha Carter.
A ingestão frequente de álcool em altas quantidades também é capaz de estimular a formação de células cancerígenas na cavidade bucal. “A maioria das pessoas não associa o risco de altas ingestões de álcool à chance de desenvolver neoplasias, e isso é preocupante, já que a bebida é tão perigosa quanto o cigarro para o organismo”, completa o médico.

Foto: Reprodução
Muitos tumores das áreas genitais e da boca estão associados a infecções sexualmente transmissíveis. O caso do papilomavírus humano (HPV) é determinante, já que até 73% dos cânceres em áreas como a parte posterior da língua e nas amígdalas são causados pelo vírus.
A dieta também pode ter um papel no desenvolvimento de câncer de boca, dependendo dos alimentos que consumimos. Não ingerir frutas pode aumentar o risco em até 48%, segundo levantamento da Oral Health Foundation. Não atingir as quantidades necessárias diárias de cálcio e de vitamina C também é determinante para o aparecimento de casos.
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A dieta também pode ter um papel no desenvolvimento de câncer de boca, dependendo dos alimentos que consumimos. Não ingerir frutas pode aumentar o risco em até 48%, segundo levantamento da Oral Health Foundation. Não atingir as quantidades necessárias diárias de cálcio e de vitamina C também é determinante para o aparecimento de casos.
Fonte: Revista IstoÉ