A compra da Chocolates Garoto foi concluída pela Nestlé na semana passada, após um impasse que durava mais de 20 anos. O acordo só foi possível após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a aquisição — condicionado a alguns "remédios comportamentais", que preservam a concorrência leal no mercado nacional de chocolates.
Isso significa, por exemplo, que a Nestlé não pode fechar a fábrica localizada em Vila Velha, no Espírito Santo, pelos próximos sete anos, pelo menos.
Todas as medidas determinadas pelo Cade correspondem à atividade interna da empresa e a Nestlé precisou concordar com elas para concluir a compra da Garoto.
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A Nestlé comprou a Garoto em fevereiro de 2002, mas a operação foi vetada pelo Cade dois anos depois já que, pela avaliação do órgão, resultaria em uma concentração de mais de 58% do mercado nacional de chocolates.
Inicialmente, não. Em 2017, um acordo entre o Cade e a Nestlé previa a venda de um pacote de dez marcas de chocolates, incluindo Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação. A companhia, porém, não prosseguiu com o compromisso de venda e as marcas seguem com a Garoto.
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Por enquanto, não há movimentação da Nestlé acerca do interesse de venda das marcas de bombons, e a continuidade dessas marcas tradicionais foi garantida pelos próximos anos.
Fonte:Terra