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Venezuela revoga convite a observadores da UE para eleição
Foto: Reprodução

Presidente Nicolás Maduro buscará terceiro mandato em julho

A Venezuela revogou o convite para que a União Europeia (UE) envie observadores eleitorais ao pleito presidencial marcado para julho, disse Elvis Amoroso, chefe do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nessa terça-feira (28).

 

No início deste mês, a UE removeu temporariamente as sanções individuais contra Amoroso, medida que ele minimizou, dizendo que todas as sanções contra a Venezuela deveriam ser suspensas.

 

Pouco depois, o Legislativo, controlado pelo governo, aprovou medida pedindo ao CNE que revogue o convite para os observadores eleitorais da UE. "Eles não são pessoas dignas de vir a este país enquanto mantiverem sanções", afirmou Amoroso, ao ler comunicado na televisão estatal.

 

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As sanções da UE são colonialistas, "coercitivas, unilaterais e genocidas", acrescentou Amoroso, na declaração. A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a Comunidade do Caribe (Caricom), e um painel de especialistas das Nações Unidas, além da União Africana e do Centro Carter, entre outros, participarão como observadores, acrescentou Amoroso.

 

A votação de julho será a primeira em uma década em que a oposição, que boicotou a eleição de 2018, participará de uma disputa presidencial. O presidente Nicolás Maduro, do partido Socialista, buscará seu terceiro mandato, enquanto o ex-embaixador Edmundo Gonzalez se candidatou em nome de uma grande coalizão de oposição.

 

O governo de Maduro chegou a um acordo com a oposição no ano passado para realizar as eleições, o que levou os Estados Unidos a, temporariamente, afrouxarem sanções ao setor de petróleo da Venezuela.

 

Depois, em abril, Washington restaurou as sanções à indústria petrolífera venezuelana, argumentando que o governo do país não havia feito o suficiente para que o processo eleitoral seja justo.

 

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A oposição criticou duramente a forma como o governo lidou com a eleição, especialmente após a vencedora das primárias, Maria Corina Machado, ter sido proibida de ocupar cargos públicos, o que foi confirmado pelo Tribunal Superior do país, forçando a escolha de Gonzalez como substituto. 

 

Fonte:Agência Brasil

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