Balanço é que foi um sucesso para o país, que volta à mesa de negociação global
Terminou a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos, e o balanço é que foi um sucesso para o Brasil, que volta à mesa de negociação global.
A passagem do governo pelo país começou com o lançamento dos títulos verdes com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. É muito positivo que estejam juntando economia e meio ambiente.
A ministra tem um prestígio internacional enorme e tem construído pontes com Haddad, combatendo o preconceito de que é somente uma sonhadora. Não, ela coloca a bola no chão e realiza, mostrando muita capacidade de diálogo para realizar alianças e superar obstáculos.
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O discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU foi de estatista, abordando sobre questões globais, e não uma fala apenas para o públicointerno, como aconteceu muito no passado.
O presidente acertou na maior parte do tempo. Cometeu erros conceituais também, como atribuir ao neoliberalismo todo o surgimento da extrema direita no mundo. Sabemos que é bem mais complicado do que isso.
Mas são questões laterais. O mais importante é que o discurso marcou a volta do Brasil à mesa de negociação global, voltando aos valores tradicionais do país: pela paz e pelo combate à mudança climática, à luta contra a fome e a desigualdade.
Foi um discurso muito bom, enfatizando o tripé da geopolítica, desigualdade e clima, ainda mais quando se pensa que o Brasil teve discursos muito constrangedores na ONU nos últimos quatro anos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro usou o espaço para dizer que não se vacinou e que era a favor da cloroquina para o tratamento da Covid, entre outros absurdos. Essas não são questões globais, não são temas sobre os quais a humanidade precisa se debruçar.
Mas o Brasil também se destacou ao elevar as metas de redução de gases de efeito estufa, com Marina Silva como porta-voz dessa boa notícia. Ela explicou que o país não só corrigiu uma distorção estatística que havia sido criada no governo Bolsonaro, e que na prática reduzia nossa meta em uma “pedalada ambiental”, como elevou o nosso objetivo.
Os encontros bilaterais também foram bem-sucedidos. Hoje, ao voltar ao Brasil, Lula disse uma frase que foi a mais forte até agora sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. Após a conversa com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que é necessário trabalhar para que nunca mais aconteça uma invasão territorial.
Essa é a volta à diplomacia brasileira, que sempre defendeu em um dos seus princípios basilares o respeito à integridade territorial. O Brasil ouviu o lado da Ucrânia, e isso é importante.
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Por fim, a conversa de Lula com o presidente americano, Joe Biden, foi cheia de pontos em comum entre Brasil e Estados Unidos. Entre eles, o esforço pela nova regulamentação do trabalho neste momento de mudanças importantes e o reforço de princípios como a democracia, assim como o desenvolvimento.
Fonte: O Globo