Caio Claudino foi preso em maio do ano passado após confessar assassinato da servidora pública federal Silvanilde Ferreira
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Mirza Telma de Oliveira, expediu ordem de soltura do vigilante Caio Claudinho de Souza, 26, que é acusado de matar com facadas a servidora pública federal, Silvanilde Ferreira Veiga, no dia 21 de maio de 2022.
Diante da decisão judicial o vigilante deverá ser solto até o final da manhã dessa terça-feira, 4, de acordo com seu advogado, Samarone Gomes, que conseguiu a liberdade provisória do cliente através de um habeas corpus.
A decisão judicial provocou revolta na família da servidora pública federal assassinada, principalmente na filha única da vítima, Stephanie Veiga, que se dizendo totalmente indignada divulgou nota de repúdio na manhã de hoje:
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Stephanie Veiga com a mãe Silvnilde Ferreira
LEIA A NOTA:
“Recebi na data de hoje, uma notícia inaceitável e é com extrema tristeza e indignação a notícia de que fora concedida a liberdade ao assassino da minha mãe.
Em sua decisão, a Desembargadora alega que o assassino está preso há mais de 10 meses e esse excesso de prazo seria motivo para colocá-lo em liberdade, porém, creio que fora levada a erro pela defesa do acusado, uma vez que o processo só não tem andado em razão dos inúmeros pedidos feitos por esta, alegando não ter como apresentar a resposta à acusação em razão de diligências imprescindíveis. Como podem eles mesmos atrasarem o processo e isso ser argumento para colocar o assassino em liberdade? Onde está de fato a justiça?
Ele praticou um crime bárbaro, por motivo vil – subtrair bens da minha mãe de forma tão cruel – e não pode de nenhuma forma ser considerado alguém apto a estar em liberdade, transitando em meio a pessoas de bem, como se não tivesse cometido um crime hediondo.
Não consigo aceitar como justa uma decisão que deixa à solta uma pessoa considerada um assassino, colocando em risco a vida de outras pessoas inocentes e de bem que agem dentro da lei, assim como a minha mãe que sofreu tamanha crueldade de forma indefesa”.

O vigilante Cio Claudino foi preso
dias após o assassinato a servidora pública
(Fotos: Divulgação)
Na época do crime Caio Claudino foi preso, confessou o assassinato da servidora pública federal, em seu apartamento, no dia 21 de maio de 2022, mas alguns dias depois, quando já estava na cadeia, deu novo depoimento, onde voltou atrás e disse que não avia cometido o crime.
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O vigilante chegou a afirmar no seu segundo depoimento, que nunca entrou no apartamento da vítima Silvanilde Ferrreira Veiga, ou mesmo, que tivesse cometido crime de latrocínio, uma vez que tinha confessado que fugiu levando o telefone celular da servidora pública federal assassinada.