Vinicius Junior em Brasil x Venezuela, pelas eliminatórias da Copa do Mundo
Vinicius Junior alertou para a necessidade de ter apoio na luta contra o racismo no futebol. Em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal francês "L'Équipe", o atacante do Real Madrid e da seleção brasileira pediu para que haja mais punições contra torcedores racistas e seus respectivos clubes.
Se eu for o único contra o racismo, o sistema vai me esmagar com facilidade" — Vinicius Junior, ao "L'Équipe"
- Quando estamos todos juntos, quando pessoas importantes abordam o assunto, como o presidente do Brasil (Lula), como o presidente da Uefa (Aleksander Ceferin), como Kylian (Mbappé), como Neymar, grandes jogadores, como Rio Ferdinand, que sempre me escreve e está comigo nessa luta, isso necessariamente tem mais peso - completou Vini Jr., confirmando que recebeu apoio de instituições como a Uefa e a Fifa nos episódios que sofreu, mas que "assim que acaba, não falam mais com você".
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Na semana passada, Vinicius Junior depôs à Justiça espanhola pelos insultos racistas que sofreu em jogo contra o Valencia, pelo Campeonato Espanhol, em maio. O brasileiro não escapou de reações como a do jornal "Superdeporte", de Valência, que o chamou de Pinóquio, e a do próprio Valencia, que exigiu uma retratação do jogador alegando que não foi todo o Mestalla que o insultou.
- Em Valência, todo um grupo no estádio insulta um jogador e, na partida seguinte, podem jogar normalmente? Com o público, sem perder pontos, sem punição? A mudança vai passar por isso. Acredito que devemos tomar medidas para que os racistas tenham medo de dizer coisas que possam me afetar e também suas vidas - criticou Vini Jr., que já reclamou de LaLiga no caso.
Em junho, Vinicius Junior fez um pronunciamento enquanto estava concentrado com a Seleção. Na ocasião, afirmou que vai lutar contra o racismo "por todos que sofrem e não têm voz". Ao L'Équipe, o brasileiro reforçou a posição.
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- Eu quero simplesmente estar tranquilo para jogar e saber que não vou ser insultado em campo porque sou preto. Não creio em um mundo sem racistas, mas eles devem virar uma minoria. As próximas gerações não podem pensar que é normal ser assim.
Fonte: GE