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Vítima de homofobia, jovem desmaia após ser atacada com pedradas na cabeça
Foto: Reprodução

Uma jovem desmaiou após ser atingida por duas pedradas, na manhã deste sábado (21/1), na Prainha do Lago Norte. O agressor teria cometido o crime pelo fato de a vítima ser lésbica. Ele foi preso em flagrante e levado para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

 

Testemunhas acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para atender a uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegarem à Prainha, por volta das 9h40, as equipes encontraram Joyce Lopes Machado, 24 anos, desmaiada.

 

Os militares localizaram o suspeito, que tentou fugir, e o prenderam em flagrante. Aos policiais, ele relatou que agrediu a vítima pelo fato de se incomodar ao vê-la na companhia da parceira.

 

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O agressor se identificou pelo nome falso de Alan do Nascimento Silva e acabou autuado por lesão corporal, injúria racial e falsa identidade. A vítima, que estava na companhia de amigos, foi levada para o Hospital Regional do Paranoá (HRL), com um corte na cabeça e outro na mão, segundo as testemunhas.


Ao Metrópoles, a companheira de Joyce, Cláudia Cristina, 36, contou que elas não conheciam Alan. “Ele falou: ‘Vou tacar pedra em você. Vou te matar, sua sapatão’. Foi aí que ele começou a jogar várias pedras em nossa direção”, detalha.

 

“Ele estava a fim de bater. Ainda afrontou dizendo ‘Você está pensando que, só porque é mulher e sapatão, não vou tacar pedra em você? Está enganada”, completa a cuidadora de idosos.

 

Cláudia Cristina acredita que a aparência de Joyce teria incomodado o agressor. “Ele veio até onde estávamos e começou a discussão, do nada. A gente imaginava que seria um dia tranquilo, para tomar Sol e aproveitar. Mas aconteceu isso”, lamenta.

 

Os PMs que atenderam à ocorrência informaram que Alan parecia estar alterado e que, inicialmente, não se identificou com o verdadeiro nome. No caminho da delegacia, o agressor continuou a ofender, discriminar e ameaçar os presentes.

 

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O casal nunca tinha vivido situações de homofobia desde o início do relacionamento, há oito meses, segundo Cláudia Cristina. “Ele direcionou toda a agressão para ela. Dizia que, em mim, não jogaria pedra, e eu tentava intermediar a ação”, ressalta. “Independentemente de qualquer coisa, somos seres humanos.” 

 

Fonte: Metrópoles

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