Uma nova pesquisa nacional revela que 41,2% dos brasileiros afirmam conviver com a presença de crime organizado no bairro onde moram, o que equivale a cerca de 68 milhões de pessoas em todo o país. O dado expõe a expansão de facções e milícias para diferentes regiões e reforça o impacto direto desse cenário na rotina da população.
O levantamento, feito pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que a presença desses grupos não está restrita apenas às grandes capitais, mas já alcança cidades médias e pequenas. Entre os entrevistados, parte significativa afirma perceber influência do crime organizado nas regras de convivência locais, afetando desde a sensação de segurança até hábitos simples do dia a dia, como horários de saída e deslocamento.
A pesquisa também indica que o medo da violência alterou a rotina de mais da metade dos brasileiros nos últimos meses, com mudanças de comportamento como evitar sair à noite, mudar trajetos e reduzir circulação em determinadas áreas. Em bairros onde há presença declarada de facções ou milícias, os índices de vitimização e sensação de insegurança são ainda maiores do que a média nacional.
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Segundo o estudo, o crime organizado tem avançado com diferentes níveis de atuação, indo além do tráfico de drogas e passando a influenciar dinâmicas locais, economia informal e até serviços paralelos em algumas regiões. Esse cenário contribui para o que especialistas chamam de “normalização da presença criminosa” em determinadas comunidades.
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A pesquisa foi realizada com mais de dois mil entrevistados em diferentes municípios do país e reforça a percepção de que a violência e o controle territorial por grupos criminosos já fazem parte da realidade cotidiana de uma parcela expressiva da população brasileira.