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Mulher
13/12/2013

Indianas pressionam governo para dar um basta nos ataques com ácido

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A Suprema Corte da Índia restringiu a venda de ácido, em julho deste ano, e tornou obrigatório o pagamento de indenização às vítimas de ataques com substâncias químicas no país. Apesar dos esforços do governo, casos de mulheres atacadas com ácido ainda são muito regulares na Índia.


Algumas das vítimas se uniram à ONG Stop Acid Attacks (Parem os Ataques com Ácido, em tradução livre), que combate esse tipo de agressão, e estão pressionando as autoridades indianas a endurecerem ainda mais as leis contra os violadores.


Em julho deste ano, o juiz R.M. Lodha sancionou uma lei para controlar a venda de ácido que, até então, era muito acessível e, inclusive, utilizado para perpetrar ataques de caráter machista na Índia.

 

Conheça algumas dessas mulheres nas imagens a seguir

 


Chanchal, de apenas 19 anos, mostra timidamente as

marcas deixadas por um ataque com ácido em seu rosto


De acordo com a nova lei, os estabelecimentos que comercializarem esse tipo de substâncias — como ácido sulfúrico, por exemplo —, deverão ter reservas limitadas e sempre registrar dados relativos à identidade do cliente. Caso contrário, os comércios serão sancionados com multas de até 838 dólares (mais de R$ 1.800).

 

Nisha, uma jovem de 22 anos, também vítima de ataques com

ácido, aparece ao fundo do escritório da ONG, em Nova Déli

 


Na parede, um cartaz com a frase "parem os ataques com ácido".


Além das restrições à venda, a Suprema Corte também decidiu que o governo deverá compensar obrigatoriamente cada vítima com pouco mais de 5.000 dólares (cerca de R$ 11 mil).

 


Acima, três vítimas de ataques: Laxmi, de 24 anos, Chanchal, 19, e Sonam, 16


Essa ordem veio à tona após o Executivo apresentar uma série de propostas sobre o tema, todas com o objetivo de atenuar o crescente número de ataques com ácido registrado no país.

 


Laxmi, uma das voluntárias que trabalham na ONG, disse que a lei indiana está falhando. A jovem de 24 anos foi atacada aos 16, por um pretendente muito mais velho do que ela, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

 

— A pessoa que me atacou, o que ele conseguiu [com isso] e o que eu consegui? Ele foi preso quatro dias depois do ataque e solto um mês depois.

 

Hoje, Laxmi é casada e tem um filho

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