A medida ocorre após novos desdobramentos judiciais envolvendo o andamento do processo e questionamentos sobre a liberdade da acusada
O Supremo Tribunal Federal decidiu determinar o retorno à prisão de Monique Medeiros,ré no Caso Henry Borel, reacendendo a repercussão de um dos crimes mais impactantes dos últimos anos no país. A medida ocorre após novos desdobramentos judiciais envolvendo o andamento do processo e questionamentos sobre a liberdade da acusada.
A decisão atende a manifestações da Procuradoria-Geral da República, que solicitou ao STF o restabelecimento da prisão preventiva. O órgão argumentou que a medida é necessária diante da gravidade do caso e também para garantir a ordem pública e o andamento adequado do processo judicial.
Segundo os autos, a defesa de Monique havia conseguido a revogação da prisão anteriormente após o adiamento do julgamento no Tribunal do Júri. A interrupção ocorreu por estratégias jurídicas adotadas pela defesa do ex-vereador Jairinho, também réu no processo.
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No entanto, para a acusação, a liberdade da ré representa risco. A Procuradoria-Geral da República destacou que há elementos que justificam a prisão preventiva, incluindo a necessidade de evitar possíveis interferências no processo, como coação de testemunhas, além de garantir que a Justiça seja aplicada de forma efetiva.

Foto: Reprodução
Outro ponto levantado é que o próprio Supremo já havia reconhecido, em decisões anteriores, a existência de fundamentos legais suficientes para manter Monique presa durante a tramitação do caso. Assim, o pedido de retorno à prisão reforça esse entendimento jurídico consolidado ao longo do processo.
O caso envolve a morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021, no Rio de Janeiro, e que teve grande repercussão nacional. A criança, de apenas 4 anos, foi encontrada já sem vida após sofrer diversas lesões, o que levou à denúncia contra a mãe e o então padrasto.
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A decisão do STF ocorre em meio à expectativa para o julgamento definitivo do caso, previsto para os próximos meses. A retomada da prisão preventiva reforça a tensão em torno do processo, que segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelas autoridades. Com isso, Monique Medeiros deve permanecer sob custódia enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri, que será responsável por definir sua responsabilidade criminal no caso.