* Por Plínio César A. Coêlho - É impressionante como publicações estrangeiras insistem em olhar para o Brasil através de uma lente de laboratório, ignorando a reconstrução de um país que foi deixado em escombros. Antes de tentarem ditar o destino da nossa política, deveriam olhar para os próprios problemas e respeitar a soberania de quem realmente conhece a realidade brasileira.
1. NÚMEROS QUE CALAM O PESSIMISMO (OS DADOS DE 2025)
Enquanto o jornal se perde em teorias, a realidade econômica do Brasil em 2025 é o maior argumento contra suas críticas. Encerramos o ano com a taxa de desemprego em patamares historicamente baixos, consolidada abaixo dos 6,5%, o que reflete um mercado de trabalho aquecido e pujante. O PIB brasileiro surpreendeu o mundo com um crescimento robusto acima de 3%, superando as projeções mais céticas do mercado financeiro. Além disso, a balança comercial registrou um superávit recorde, com as exportações brasileiras demonstrando uma força imparável no cenário global. Esses não são apenas números; são o reflexo de um Estado que voltou a investir e a crescer de forma sustentável, ao contrário do que previam os editoriais catastróficos.
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2. SOBERANIA NÃO SE DISCUTE EM INGLÊS
Antes de apontar o dedo para a política brasileira, o jornal deveria focar em organizar o próprio quintal. Tentar ditar quem deve ou não ser candidato em uma nação soberana como o Brasil não é análise, é arrogância neocolonial. A decisão sobre o futuro do Brasil cabe ao povo brasileiro e ao voto, não a editoriais escritos em escritórios luxuosos em Londres por quem não pisa no nosso chão.
3. A OBSESSÃO COM O MERCADO SOBRE O SOCIAL
O jornal critica Lula sob a ótica exclusiva do rentismo. Eles ignoram que, para um país com a desigualdade do Brasil, o sucesso econômico é medido pelo prato de comida e pelo poder de compra do trabalhador. Lula está recuperando o pacto social que foi destruído, garantindo que o crescimento do PIB chegue à mesa de quem mais precisa, e não apenas aos bolsos dos especuladores internacionais.
4. CUIDEM DO QUINTAL DE VOCÊS
É bizarro que uma publicação que viu de perto o caos das sucessivas crises de governo na Europa tente dar lições de "estabilidade" ao Brasil. Menos palpite na vida alheia e mais autocrítica. O Brasil não precisa de tutores; precisa de respeito à sua democracia e à sua autodeterminação. Enquanto eles escrevem críticas, nós construímos resultados.
Conclusão: O The Economist continua sendo o porta-voz de uma elite que não aceita que o Brasil tenha projeto próprio. A resposta à "intromissão" deles é o fortalecimento da nossa democracia e os resultados reais que 2025 deixou estampados para quem quiser ver.
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* Plinio Cesar Albuquerque Coêlho é professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorando na Universidade de Ciências Empresariais e Sociais (UCES), em Buenos Aires.