A mudança do comportamento do ex-ministro de Jair Bolsonaro e general da reserva Walter Braga Netto passou a chamar a atenção de pessoas que o visitam.
Se, ao ser preso, o militar mostrava certa tranquilidade e confiança de que não passaria muito tempo detido, o clima mudou. Hoje, quem encontra Braga Netto vê um general ansioso e muito mais preocupado com seu futuro.
Segundo pessoas que têm contato com o militar, ele não esconde o abatimento com a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de se manifestar pela sua permanência na prisão.
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Ao defender a manutenção da prisão de Braga Netto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a gravidade dos delitos e o perigo do ex-ministro voltar a praticar crimes. O militar está detido desde dezembro em um cômodo adaptado para recebê-lo no Comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro.
Como informou a coluna, o entorno de Braga Netto tem a esperança de que após o fim dos depoimentos das testemunhas de acusação no caso da tentativa de golpe, que ocorre na quarta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes poderia avaliar que a prisão preventiva do general não seria mais necessária e que ele poderia aguardar o restante do julgamento em liberdade ou em prisão domiciliar.
Braga Netto está preso sob a acusação de ter atuado para atrapalhar as apurações sobre o caso de tentativa de golpe de Estado.A leitura desse grupo é que, se Moraes optasse por esse caminho, poderia fazer um gesto determinando a soltura do general agora que, na prática, não teria vida longa.
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O próprio entorno de Braga Netto avalia que é impossível que ele escape de uma condenação e acredita que até outubro a sentença dos investigados pela tentativa de golpe deve ser sacramentada pela Primeira Turma da corte. Ou seja, mesmo que o desejo de Braga Netto fosse atendido, ele não demoraria a voltar para trás das grades. Ministros do STF acreditam, porém, que a chance de Moraes determinar a soltura do militar seria pequena.
Fonte: O Globo