NOTÍCIAS
Meio Ambiente
A participação social como um divisor de águas na trajetória das Conferências do Clima
Foto: Reprodução

Em cenário de expectativas altas, a realidade das deliberações em Belém dividiu opiniões, mas a força das mobilizações sociais fez história e ganhou destaque nas percepções gerais

Se por um lado, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) deixou a desejar, por entregar menos no seu fechamento no sábado (22) do que o esperado pelas altas expectativas que haviam sido geradas, por outro, a força dos povos nas ruas e em outros espaços de Belém encheu de esperanças os corações e mentes de quem luta por justiça climática.

 

O clamor nas marchas e nos movimentos de protestos liderados por povos indígenas, quilombolas, extrativistas, jovens, mulheres e outros grupos sociais mais vulneráveis aos efeitos da crise climática não somente gerou ressonância nos veículos de comunicação nacionais e internacionais, como ecoou nas negociações e nos processos de tomadas de decisão do governo brasileiro.

 

Nesse sentido, a COP das Florestas representou um divisor de águas na história das Conferências do Clima da ONU, segundo especialistas que acompanham essa agenda e estiveram na capital paraense durante duas semanas.

 

Veja também 

 

Pesquisadores descobrem menor espécie de peixe cascudo-graveto

 

O desaparecimento silencioso das florestas marinhas e sua importância na luta contra as mudanças climáticas

Para Maurício Bianco, vice-presidente da CI-Brasil, a participação social na COP30 “foi um grande diferencial e, talvez, um divisor de águas entre as COPs, já que além da Zona Verde [espaço de atividades da sociedade civil abertas ao público], nós tivemos outros inúmeros espaços na cidade que foram muito importantes e que expuseram um diálogo de alto nível, mostrando as soluções que estão na mesa para a gente lidar com os efeitos climáticos”.

 

Ainda segundo o ambientalista, “os povos indígenas tiveram uma participação massiva nesta COP, dentro e fora das áreas oficiais da ONU, mas também ribeirinhos, movimentos extrativistas, pequenos produtores e outros tantos representantes de formas que contribuem para a conservação das florestas e também para ecossistemas costeiros, entre outros”. Ele ressalta que “são essas comunidades que estão na linha de frente e que estão contribuindo para todo o planeta, para que a gente possa ter uma melhor qualidade de vida”.

 

Ainda sobre os resultados da COP30, para além das negociações diplomáticas, Bianco demonstrou otimismo no seu depoimento: “Há um balanço extremamente positivo que eu levo dessa COP, aqui no Brasil, na Amazônia. Nós participamos de inúmeras reuniões, painéis e eventos paralelos que ressaltaram o papel da natureza no combate à crise climática, além de outros benefícios adicionais de biodiversidade e socioeconômicos que a natureza proporciona”.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Em paralelo aos resultados oficiais, ele considera que há uma direção, “pelo menos macro do caminho, para diminuir o desmatamento, um dos vetores das emissões que é muito significativo, além dos combustíveis fósseis”. Além disso, reitera a percepção de que há “um conjunto de ações em escala, de muitos atores, para esse caminho, tanto da iniciativa privada comprometida, como no setor público, e logicamente da sociedade civil e da academia”.

 

Fonte: O Eco

 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.