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05/04/2020

A saúde dos oceanos pode ser restaurada no espaço de 30 anos, sugere estudo

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Foto: Reprodução

Exemplos notáveis de resiliência por parte de espécies marinhas em risco são sinais positivo para o futuro dos mares

Entendemos que, com toda a história do novo coronavírus, gráficos com curvas ascendentes possam te deixar um pouco... ansioso. Mas ainda assim, tire uns segundos para olhar para este (via The Guardian):

 

Vê a linha em azul escuro? Ela mostra um aumento significativo da população de elefantes-marinhos-do-norte no Oceano Pacífico, uma espécie quase extinta devido à caça indiscriminada no começo dos anos 20.

 

Já a azul clara? São os lobos-marinhos-de-guadalupe, que já estiveram na 'lista vermelha' da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como espécie em extremo risco de extinção.

 

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E este zigue-zague cinza representa a população de tartarugas-verdes, que apesar de sofrerem com a caça ainda legal em certos territórios do planeta, segue em tendência de crescimento.

 

Foto: Reprodução

 

Este gráfico resume 50 anos de histórias de resiliência - seja pela capacidade regenerativa natural da fauna marinha, seja pela ação de iniciativas em prol da preservação das espécies. E, segundo uma análise de larga escala publicada esta semana pelo periódico científico Nature, pode ser um mapa para as próximas décadas, caso governos ao redor do mundo sejam capazes de enfrentar problemas como pesca irregular, descarte indevido de plástico e a poluição. Em um cenário ideal, apontam os pequisadores, a fauna marinha pode ser restaurada em um espaço de 30 anos.

 

O estudo aponta, por exemplo, que a pesca está se tornando lentamente mais sustentável, e que o processo de destruição de certos habitats marinhos, como mangues e florestas de algas marinhas, está praticamente freado - em lugares como a Flórida e as Filipinas, observa-se até mesmo algum grau de recuperação.

 

Os pesquisadores, no entanto, não douram a pílula quando o assunto é o desafio que nos espera. Um terço da vida marinha que chega aos nossos pratos ainda sofre da pesca predatória, e a temperatura dos oceanos vem batendo recorte em meio a mudanças climáticas, um fato que coloca em risco a saúde dos corais e a vida de espécies diversas.

 

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O valor da empreitada, no entanto, pode ser enorme, e não só quando o assunto é a saúde do planeta. Calcula-se, por exemplo, que atividades ligadas aos oceanos contribuíram US$ 1,5 trilhão de dólares para a economia global em 2010 - e este número pode duplicar ate 2030.

 

G1 

 

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